O jovem tenista João Fonseca, de 19 anos, lida com a pressão de ser a principal referência do esporte no Brasil. Atualmente na 28ª posição do ranking da ATP, ele já não se vê apenas como uma promessa e expressa abertamente suas grandes ambições: alcançar a liderança mundial e posicionar o Brasil no ponto mais alto do cenário do tênis.
No sábado, 25 de julho de 2026, Fonseca participou de um painel na Expert XP, um evento de investimentos que ocorreu em São Paulo. Ao lado do esquiador e campeão olímpico Lucas Pinheiro, o tenista fez uma reflexão sobre os aprendizados desde sua estreia no circuito profissional, em 2024.
“Meu maior sonho é ser número 1 do mundo e ganhar Grand Slam. Parece pequena a distância, mas realmente é bem longa e árdua. Estou aprendendo muito nesses últimos dois anos, sei o tanto de pressão, expectativa e comparação que vem sobre mim, mas também vem um suporte maravilhoso. Em todo lugar que eu vá, a torcida está lá, querendo ver o Brasil no topo. Sempre fui bem patriota nesse aspecto e espero que um dia eu consiga fazer história como Ayrton Senna, Pelé e Ronaldinho fizeram”, disse Fonseca, destacando a importância de conectar suas conquistas individuais a um legado maior para o esporte brasileiro.
Vitória de João Fonseca contra Novak Djokovic em Roland Garros surpreendeu o tenista
Entre os momentos mais marcantes de sua ascensão rápida no circuito profissional, João Fonseca ressalta a vitória sobre Novak Djokovic na terceira rodada de Roland Garros, em maio deste ano. Jogando pela primeira vez na quadra Philippe-Chatrier, o atleta brasileiro conseguiu uma virada impressionante após começar perdendo por dois sets a zero.
“É difícil descrever, ele é simplesmente o melhor de todos os tempos. Eu entrei na partida só para curtir. Eu comecei o jogo visivelmente nervoso e tenso jogando contra um ídolo, mas depois fui fazendo meu jogo, me encontrando. Eu nem pensava no final, só fui jogando, curtindo e mantendo o foco. Eu só comecei a acreditar [na vitória] depois que ganhei o terceiro set. Quando eu ganhei, realmente demorei um tempo para acreditar”, contou o tenista.
Apesar do choque pela conquista, João dedicou um tempo para celebrar o triunfo com sua equipe, uma atitude pouco comum na rotina exigente do tênis profissional. Ele explicou que a comemoração foi emotiva, mas discreta, já visando o próximo desafio, ilustrando a intensidade e a sequência contínua de torneios no esporte.




Chave projetada do João Fonseca no Masters 1000 de Montreal!
Ruud (13º) /
JM Cerundolo (50º)
Shelton (8º) /
Bergs (36º)
Medvedev (7º) /
Mensik (17º)
Zverev (2º) /
Aliassime (4º) /
De Minaur (6º) pic.twitter.com/HiYZ631oXb
