Filho de Milton Nascimento – Foto: Instagram
Milton Nascimento, cantor e compositor mineiro de 82 anos, recebeu diagnóstico de demência por corpos de Lewy nesta quinta-feira (2), em Belo Horizonte. A condição neurodegenerativa afeta cognição, movimentos e comportamento, conforme confirmado pelo filho e empresário Augusto Nascimento. O anúncio ocorreu em entrevista à revista Piauí e postagem em redes sociais.
A doença surge do acúmulo de proteínas alfa-sinucleínas no cérebro, levando a declínio progressivo. Milton já convivia com Parkinson há dois anos, o que agrava o quadro. A família optou por privacidade, sem mais comunicados à imprensa.
Os primeiros sinais apareceram no início de 2025, após agenda intensa com homenagens e lançamentos.
- Declínio cognitivo notado em conversas repetitivas.
- Exames em abril confirmaram alterações na atenção e memória.
- Viagem familiar aos EUA em maio criou memórias antes do veredicto final.
Sintomas principais da condição
Flutuações cognitivas marcam o dia a dia de pacientes com demência por corpos de Lewy. A atenção varia ao longo do tempo, com períodos de clareza e confusão. Alucinações visuais ocorrem em até 80% dos casos, segundo estudos médicos.
Movimentos rígidos e tremores, semelhantes ao Parkinson, limitam atividades rotineiras. Distúrbios do sono REM, com agitação noturna, afetam o descanso.
O diagnóstico combina avaliação clínica e exames como DAT-SPECT para detectar biomarcadores.
Trajetória musical recente
Milton Nascimento encerrou shows em 2022 com a turnê A Última Sessão de Música. Ele continuou participações em gravações e eventos.
Em 2025, a escola de samba Portela o homenageou no carnaval carioca com enredo inspirado em sua obra. Um documentário sobre sua carreira estreou no Globoplay no primeiro semestre.
Atividades reduziram-se após os sinais iniciais de piora.
A família priorizou momentos afetivos, como a viagem de motorhome pelos Estados Unidos em maio. Augusto descreveu o episódio como forma de registrar histórias compartilhadas.
Tratamentos disponíveis atualmente
Medicamentos para cognição, como inibidores de colinesterase, aliviam sintomas em pacientes com demência por corpos de Lewy. Opções incluem donepezil, prescrito para flutuações de atenção e alucinações.
Antipsicóticos de baixa dose controlam visões, mas exigem monitoramento devido a riscos cardíacos. Fisioterapia motora e terapia ocupacional mantêm mobilidade e autonomia diária.
O acompanhamento envolve neurologistas, psiquiatras e fonoaudiólogos para suporte integral. Exercícios cognitivos, como quebra-cabeças, estimulam o cérebro em fases iniciais.
Adoção precoce de rotinas saudáveis, incluindo dieta mediterrânea e atividade física, retarda progressão em alguns casos. Grupos de apoio familiar oferecem orientação prática.
Fatores de risco identificados
Idade acima de 60 anos eleva chances de demência por corpos de Lewy em idosos. Histórico de Parkinson aumenta o risco em até 50%, conforme registros clínicos.
Genética influencia, com mutações em genes como SNCA associadas ao acúmulo proteico. Exposição ambiental a toxinas, como pesticidas, surge em pesquisas como possível gatilho.
- Monitoramento de sono REM precoce detecta indícios.
- Exames anuais para maiores de 65 anos com tremores.
- Estilo de vida ativo reduz incidência em populações estudadas.
Abordagem familiar no dia a dia
Augusto Nascimento ajustou a rotina do pai para incluir pausas regulares e estímulos sensoriais. Leituras de letras antigas e músicas gravadas preservam conexões emocionais.
Cuidados domiciliares focam em segurança, com adaptações no ambiente para evitar quedas. Nutrição balanceada, rica em ômega-3, apoia saúde cerebral.
A família integra profissionais para avaliações semanais, garantindo ajustes no plano terapêutico.
Prevenção em contextos clínicos
Atividades mentais diárias, como aprender idiomas, fortalecem reservas cognitivas contra demências. Caminhadas regulares de 30 minutos melhoram circulação cerebral.
Controle de pressão arterial e diabetes previne fatores vasculares agravantes. Vacinação contra influenza reduz infecções que aceleram declínio.
- Sono de 7-9 horas noturnas regula ritmos biológicos.
- Dieta com frutas e vegetais diminui inflamação neural.
- Evitar tabagismo corta riscos em 30%, por dados epidemiológicos.


