Aurora nasce após casal de Goianésia realizar sonho da paternidade com barriga solidária

Redação
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Aurora nasce após casal de Goianésia realizar sonho da paternidade com barriga solidária

Seis meses após reunir familiares para anunciar que esperava uma menina, o casal Sillas Matias Silveira, de 32 anos, e Layron Simplício, de 28, celebra o nascimento da primeira filha. Aurora Simplício Silveira nasceu no dia 20 de julho de 2026, às 11h42, em Goianésia, após um processo de fertilização in vitro (FIV) e gestação de substituição, conhecida como barriga solidária.

A menina nasceu com 37 semanas de gestação, 2,78 quilos e 45 centímetros. Segundo Sillas, Aurora apresenta boas condições de saúde. A amiga que cedeu temporariamente o útero também passa bem e se recupera após o parto.

“Graças a Deus, as duas estão muito bem. A Aurora está saudável, cercada de muito amor e vivendo seus primeiros dias de vida. Nossa amiga, que conduziu a gestação com tanto carinho e generosidade, também está bem e se recuperando”, afirma.

Sillas e Layron acompanharam o parto e presenciaram o nascimento da filha. O primeiro contato com Aurora, segundo o casal, encerra uma trajetória marcada por exames, procedimentos médicos, espera e preparação familiar.

“Foi o momento mais emocionante das nossas vidas. Depois de uma longa caminhada, repleta de desafios, esperança e oração, finalmente pudemos olhar para a Aurora, pegá-la no colo e sentir que ela estava em nossos braços”, relata Sillas.

O pai conta que o encontro teve lágrimas, gratidão e a percepção de que o projeto de paternidade havia se concretizado. “Estar presentes, assistir ao seu nascimento e ouvir o seu primeiro choro foi uma emoção indescritível. É uma lembrança que ficará para sempre gravada em nossos corações”, diz.

Caminho até a paternidade

Sillas, que trabalha como assessor de juiz, e Layron, que é médico, estão juntos desde 2018 e se casaram em 2022. Os dois se conheceram pelas redes sociais e, depois de estruturarem a vida profissional e familiar, começaram a pesquisar alternativas para ter um filho.

O casal avaliou a adoção e a possibilidade de ter uma criança por meio da reprodução assistida. A escolha pela FIV ocorre após pesquisas sobre o procedimento no Brasil e no exterior.

Uma amiga próxima se ofereceu para conduzir a gestação. O processo até a confirmação da gravidez durou cerca de um ano e contou com acompanhamento médico, psicológico e jurídico.

A trajetória ganhou repercussão em janeiro, quando o Mais Goiás publicou uma reportagem sobre o chá revelação. A celebração ocorreu na fazenda dos pais de Layron, em Goiatuba, e reuniu familiares que percorreram cerca de 400 quilômetros para participar do anúncio.

Na ocasião, o casal explicou que escolheu o nome Aurora por sua relação com o amanhecer e com a primeira luz do dia. Para os pais, o nome simboliza o início de uma etapa após o período de espera pelo nascimento.

Aurora também é a primeira neta da família Simplício.

Gestação de substituição

O Conselho Federal de Medicina utiliza a expressão “gestação de substituição” ou “cessão temporária do útero” para o procedimento conhecido como barriga solidária.

A Resolução CFM nº 2.320/2022 determina que a cessão não pode ter finalidade lucrativa ou comercial. A norma estabelece que a pessoa que conduz a gestação deve ter pelo menos um filho vivo e pertencer à família de um dos parceiros, em parentesco consanguíneo de até quarto grau. Quando não existe esse vínculo, o procedimento depende de autorização do Conselho Regional de Medicina.

A documentação também deve incluir consentimento das pessoas envolvidas, avaliação da saúde física e mental, definição sobre a filiação da criança e garantia de acompanhamento médico à cedente até o período posterior ao parto.

Para Sillas e Layron, o nascimento representa a conclusão desse processo e o início da rotina como pais.

“A chegada da Aurora representa a realização do nosso maior sonho. Ela é a prova de que o amor, a esperança e a perseverança podem vencer qualquer obstáculo. Sua chegada encheu nossa família de alegria e trouxe um novo significado para nossas vidas”, afirma Sillas.

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