BrasilEm live, senador atribuiu ao presidente petista a decisão do governo Trump de elevar as tarifas sobre produtos brasileiros para até 37,5%
23/07/2026 21:44
, atualizado 23/07/2026 22:59

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), declarou nesta quinta-feira (23/7) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “está se lixando para as empresas brasileiras” e para os produtos exportados pelo país.
A declaração foi dada durante uma transmissão ao vivo, ao comentar as novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra mercadorias brasileiras. O governo norte-americano anunciou uma tarifa adicional de 12,5% sobre os produtos brasileiros que já pagam 25%. Com isso, a cobrança total pode chegar a 37,5%.
“O Lula está se lixando para as empresas brasileiras, para os produtos brasileiros. Está pensando sempre em poder, gente”, declarou o senador.
Flávio responsabilizou o presidente pelo agravamento da relação comercial com o governo de Donald Trump (Partido Republicano) e afirmou que Lula provocou os Estados Unidos repetidamente ao longo do mandato.
“O Lula ofendeu mais de 60 vezes o governo americano durante o seu mandato. Ele cavou o pênalti. Ele queria, queria essa tarifação toda hora”, disse.
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O pré-candidato também criticou a narrativa do governo de que as medidas norte-americanas representam uma ameaça à soberania nacional e de que Jair Bolsonaro (PL) teria responsabilidade pelas tarifas.
“Ele fica com essa narrativa de que está defendendo a soberania e que o Bolsonaro é que é o responsável pela tarifa. Mentira”, afirmou.
Na sequência, Flávio questionou a estratégia de negociação adotada pelo Palácio do Planalto. “Esse é o cara que estava negociando com os Estados Unidos? Ou estava cavando, pedindo a tarifa?”, declarou.
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Flávio e o tarifaço
Em 26 de maio, Flávio foi recebido por Trump no Salão Oval da Casa Branca e conversou com o presidente norte-americano sobre as eleições brasileiras. A conclusão da investigação comercial que recomendou a tarifa de 25% foi divulgada dias depois.
A proximidade entre os episódios passou a ser usada por integrantes do governo Lula para relacionar o pré-candidato à medida, embora não haja comprovação pública de que a reunião tenha influenciado a decisão.
Em 2 de junho, o senador disse que havia pedido diretamente a Trump que não taxasse produtos brasileiros. “Pedi expressamente ao presidente Trump para não taxar nossas empresas. É um pedido expresso que eu fiz a eles”, declarou.
Em 2 de julho, o senador enviou um documento ao governo dos Estados Unidos no qual defendeu que a aplicação da tarifa fosse suspensa até depois das eleições.
“Adiar a implementação até depois das eleições elimina essa caracterização”, escreveu, ao argumentar que a medida poderia ser interpretada como uma tentativa de interferir no pleito e dar uma “vitória política” a Lula. Cinco dias depois, Flávio participou de uma audiência do governo norte-americano e defendeu uma “resolução construtiva e negociada”.




