O piloto preso após pousar e incendiar um avião carregado com 325 kg de drogas, em Itarumã, Goiás, receberia R$ 70 mil pelo transporte dos entorpecentes. A informação é da Polícia Militar (PM). Henrique Donizeti Ferri, de 32 anos saiu de Mato Grosso, próximo à fronteira com a Bolivia, em direção a Minas Gerais. No entanto, uma pane mecânica obrigou o investigado a realizar o pouso forçado na zona rural do município na última quarta-feira (15).
Usando um comunicador via satélite, Henrique teria pedido apoio ao pai, de 67 anos, à esposa, 28, e a um amigo, 35, para conseguir sair do cerco policial. Os três foram presos na área de buscas como suspeitos de tentar resgatar o piloto em um Ford Ka, após deixarem Ribeirão Preto, em São Paulo. Todos foram encaminhados à Polícia Federal (PF) na quinta-feira (16), em Jataí.
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Ainda conforme a PM, antes de fugir para a mata, Henrique obrigou caseiros de propriedades rurais próximas a descarregar a carga de cocaína e crack nas proximidades do local do pouso. Ele também ateou fogo na aeronave e destruiu o celular com o objetivo de dificultar o rastreamento.

Piloto preso em Itarumã
Conforme relatos ao qual o Mais Goiás teve acesso, a força-tarefa chegou até o piloto após prender o trio responsável pelo resgate, que foi localizado em uma estrada de terra com R$ 10 mil em espécie e oito celulares. Durante a abordagem, os suspeitos informaram que receberam as coordenadas geográficas de Henrique para conseguir resgatá-lo e apontaram o local de encontro combinado entre eles.
Ao tomar conhecimento do plano, os policiais se dividiram em duas equipes. Dois militares foram juntos com o trio dentro do Ford Ka, enquanto que uma viatura acompanhou o deslocamento. Já no ponto de encontro foi dado um sinal de farol, momento em que Henrique foi visualizado pelos militares e, então, preso.
O piloto, segundo a PM, apresentava ferimentos por todo o corpo, principalmente no rosto e nas mãos, compatíveis com lesões decorrentes da queda da aeronave. Ele estava em posse de um telefone satelital, um aparelho celular, mais de R$ 5 mil em espécie, além de uma faca e mantimentos. A corporação também encontrou anotações e coordenadas geográficas de pistas de pouso que seriam utilizadas no transporte de entorpecentes, bem como informações técnicas relacionadas ao plano de voo, como referências de relevo e montanhas que deveriam ser evitadas durante a navegação.
A reportagem não conseguiu localizar as defesas dos presos para que se posicionassem.
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