Boletim da pasta aponta baixa exposição da economia brasileira ao mercado americano e cita medidas para reduzir efeitos sobre exportadores
15/07/2026 22:02
, atualizado 15/07/2026 22:49

O Ministério da Fazenda avalia que a cobrança de uma tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve ter impacto “reduzido” sobre a economia do país. A análise consta no Boletim Macrofiscal, divulgado pela pasta nesta quarta-feira (15/7).
A avaliação foi apresentada após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluir uma investigação sobre práticas comerciais adotadas pelo Brasil e propor a aplicação da sobretaxa.
O documento americano cita temas como desmatamento ilegal, pirataria e o Pix entre os fatores que, segundo o governo dos EUA, criam barreiras ao comércio bilateral. A medida foi aprovada pelas autoridades norte-americanas na noite desta quarta-feira.
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No boletim, a Fazenda afirma que a economia brasileira já enfrentou situação semelhante após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos em agosto do ano passado. Segundo a pasta, mesmo naquele contexto, as exportações se recuperaram gradualmente nos meses seguintes.
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Justificativa
Segundo a pasta, um dos motivos para o impacto ser considerado reduzido é o peso das vendas para os Estados Unidos na economia brasileira. Em 2025, o mercado americano respondeu por cerca de 11% das exportações do Brasil, participação equivalente a menos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) antes da adoção das tarifas.
Além disso, o governo destaca que empresas brasileiras conseguiram direcionar parte das exportações para outros países, o que ajudou a compensar parte das perdas e diminuiu os efeitos sobre a atividade econômica.
Outro fator apontado no boletim é que a proposta apresentada pelos Estados Unidos prevê exceções para diversos produtos. Na avaliação da Fazenda, isso tende a reduzir o alcance da medida caso ela seja confirmada.
O documento também cita as ações adotadas pelo governo federal desde o ano passado para apoiar os setores mais afetados por restrições comerciais. Entre elas estão programas voltados à oferta de crédito, aumento da liquidez das empresas e incentivo à abertura de novos mercados para os produtos brasileiros.




