Febre maculosa avança em Minas com confirmação de óbitos em Matozinhos e 29 casos totais

Febre maculosa

Febre maculosa – Foto: Maria Ogrzewalska/Istock.com

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou duas mortes por febre maculosa em Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os óbitos ocorreram recentemente e elevam o total de fatalidades pela doença a quatro no estado em 2025. Além disso, foram registrados 29 casos confirmados, com 13 sob investigação.

Uma das vítimas era um adolescente de 17 anos, internado em unidade de saúde da capital antes do falecimento. A transmissão da doença se dá pela picada de carrapatos infectados, principalmente o Amblyomma sculptum. O diagnóstico precoce com antibióticos no SUS é essencial para reduzir complicações.

Os casos se concentram em áreas rurais e urbanas com presença de animais. Belo Horizonte lidera com cinco registros, seguida por Itabira com quatro e Santa Luzia com três. Matozinhos e Caeté registram dois cada.

Casos por município

Belo Horizonte concentra o maior número de infecções confirmadas pela febre maculosa em 2025. A cidade registrou cinco casos, muitos ligados a contato com áreas de vegetação.

Itabira segue com quatro ocorrências, enquanto Santa Luzia tem três. Esses dados destacam a distribuição da doença em municípios mineiros.

Outras localidades como Betim, Contagem e Pedro Leopoldo apresentam um caso cada. A Secretaria monitora o avanço para mapear padrões de transmissão.

Sintomas e transmissão

A febre maculosa inicia com febre alta e dor de cabeça intensa. Dores musculares e manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos surgem em seguida.

O período de incubação varia de dois a 14 dias após a picada do carrapato infectado. Náuseas e calafrios também fazem parte dos sinais iniciais.

A bactéria Rickettsia rickettsii causa a forma grave da doença. Sem tratamento rápido, o quadro pode evoluir para falência de órgãos.

Ações em municípios afetados

Caeté decretou emergência em saúde pública após dois óbitos pela febre maculosa. O decreto permite aquisição rápida de insumos e restrições em áreas rurais por 180 dias.

Pedro Leopoldo confirmou seu primeiro caso em um homem de 48 anos da zona rural. A prefeitura reforçou orientações em postos de saúde para detecção precoce.

A Secretaria apoia os municípios com campanhas educativas. Equipes de vigilância atuam em regiões de provável transmissão para conter a disseminação.

Medidas de prevenção diária

Evite contato com carrapatos usando roupas claras de mangas compridas em matas ou pastos. Calçados fechados e meias altas protegem as áreas expostas.

Aplique repelentes à base de icaridina antes de atividades ao ar livre. Examine o corpo e animais de estimação após exposição a riscos.

  • Realize capina regular em quintais para reduzir habitats de carrapatos.
  • Use carrapaticidas em cães e equinos sob orientação veterinária.
  • Retire carrapatos com pinça fina, evitando esmagá-los na pele.

O tratamento com antibióticos deve iniciar na suspeita clínica para elevar as chances de recuperação. A Secretaria mantém vigilância epidemiológica contínua no estado.

Histórico recente da doença

Em anos anteriores, Minas Gerais enfrentou picos de febre maculosa com maior letalidade. Em 2023, o estado registrou 20 óbitos entre 90 casos, enquanto 2024 teve quatro mortes em 95 infecções.

A redução observada em 2025 reflete avanços em diagnóstico e resposta rápida. A taxa de letalidade atual fica em torno de 13,7% nos casos confirmados.

Autoridades atribuem parte do controle a campanhas preventivas e monitoramento de vetores. A doença permanece endêmica, exigindo atenção sazonal durante a seca.

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