Advogado é preso após 10 anos de golpes no ‘Minha Casa, Minha Vida’ em Luziânia

Redação
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Advogado é preso após 10 anos de golpes no ‘Minha Casa, Minha Vida’ em Luziânia

Um advogado foi preso suspeito de aplicar golpes contra beneficiários do programa “Minha Casa, Minha Vida” por mais de 10 anos, em Luziânia. Leandro de Jesus Meirelles foi detido durante operação da Polícia Civil (PC) na terça-feira (14), em investigação que apura crimes de estelionato e exercício ilegal da profissão.

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Conforme o delegado Rony Loureiro, Leandro começou as fraudes ainda em 2015, mesmo antes mesmo de obter o registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em 2022. O investigado enganava as vítimas ao prometer atuar com Ações Revisionais de contratos habitacionais junto à Caixa Econômica Federal. 

Ao menos quatro clientes do advogado procuraram a delegacia para denunciar o crime, sendo que apenas uma vítima teve um prejuízo de mais de R$ 44 mil. O montante foi pago a Leandro no decorrer de quase 10 anos. A dívida foi assumida formalmente pelo investigado para tentar evitar registro ou ação policial. O investigado não quitou os débitos totalmente, o que fez com que a vítima perdesse o imóvel em leilão sem receber juros ou correções monetárias.

“Ele prometia a redução de parcelas de imóveis, pagamentos de financiamento de imóveis junto à Caixa Econômica Federal. As vítimas pagavam esses valores diretamente para o pix do advogado. Nenhuma ação judicial no prazo, no tempo e na forma acordada com a vítima foi ajuizada”, explica o delegado. 

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Esquema

Para manter o golpe por anos, o investigado convencia as vítimas a depositarem os valores das parcelas diretamente na conta pessoal dele. Para dar aparência de legalidade, Leandro falsificava saldos bancários, como se fossem contas judiciais. O advogado tinha como alvo pessoas em situação de desespero financeiro, segundo Rony.

A apuração apontou ainda que o investigado não atuava de forma eventual, visto que há registros de vítimas em Luziânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis e Distrito Federal com o mesmo “modus operandi”. Ele usava empresas de fachada para convencer clientes e projetar uma imagem de credibilidade.

A PC apreendeu em posse do advogado um veículo Jeep Renegade, aparelhos celulares, um notebook e documentos. Pelo tempo de atuação em várias regiões, a corporação acredita que mais vítimas possam surgir no decorrer das investigações e, por isso, optou por divulgar a imagem de Leandro. 

“Acreditamos que mais vítimas possam existir. Durante o interrogatório, ele [advogado] mencionou que já teve 100 contratos dess modalidade no estado de Goiás e também no Distrito Federal”, concluiu Rony.

O Mais Goiás não conseguiu localizar a defesa do advogado para que se posicionasse.

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