Superman – Foto: Divulgação
O filme Superman, dirigido por James Gunn e lançado nos cinemas em julho de 2025, estreou na HBO Max em 19 de setembro e rapidamente assumiu o topo do ranking global da plataforma. A produção, primeiro longa do novo Universo DC, acumulou 13 milhões de visualizações em seus primeiros 10 dias, superando o recorde anterior estabelecido por Barbie em 2023. Esse desempenho reforça a popularidade do personagem e o sucesso da estratégia de distribuição da Warner Bros. Discovery, que priorizou o streaming após a bilheteria de US$ 615 milhões.
David Corenswet interpreta Clark Kent no filme, que explora os primeiros anos do herói como repórter em Metrópolis, ao lado de Rachel Brosnahan como Lois Lane e Nicholas Hoult como Lex Luthor. A narrativa foca em dilemas éticos e ações globais, sem revisitar a origem do kryptoniano. O lançamento coincide com o retorno de Luthor na segunda temporada de Pacificador, ampliando o engajamento no catálogo DC.
James Gunn revela que “SUPERMAN: MAN OF TOMORROW” nos enteraremos de que ha pasado con la Ingeniera.
¿Se viene el nacimiento de “THE AUTHORITY”? pic.twitter.com/nWgjv5FECU
— Mr Bankai 🍿🎮 Hablemos de juegos y pelis (@BankaiSakaii) September 24, 2025
- Principais marcos da estreia: 1,3 milhão de views nos EUA em três dias iniciais.
- Comparação com antecessores: Supera Justice League de Zack Snyder, com 2,2 milhões em sete dias em 2021.
- Impacto orçamentário: Produzido por US$ 225 milhões, o filme já é o oitavo mais lucrativo de 2025.
Estratégia de lançamento acelera domínio no streaming
A Warner Bros. Discovery optou por disponibilizar Superman na HBO Max apenas dois meses após os cinemas, acelerando o acesso para assinantes. Essa abordagem, alinhada a sucessos recentes como Barbie, visa maximizar receitas em vídeo sob demanda antes da integração plena ao catálogo. O filme chegou a plataformas como Prime Video e Apple TV+ em agosto, onde registrou aluguéis acima de US$ 25 milhões.
James Gunn, co-CEO da DC Studios, coordenou o timing para coincidir com o episódio de Pacificador que avança a trama de Luthor, criando um fluxo contínuo de conteúdo. Essa sincronia resultou em domínio sequencial das duas produções no ranking da HBO Max. A plataforma reportou um pico de buscas por heróis DC 30% superior ao esperado na semana de estreia.
Clássicos do herói registram picos de audiência
Outros títulos de Superman na HBO Max apresentaram aumentos expressivos logo após a estreia do novo filme.
O documentário Super/Man: A História de Christopher Reeve, de 2024, viu sua audiência crescer 670% na semana de 15 a 21 de setembro, comparado à anterior. Esse documentário explora a vida do ator que definiu o personagem nos anos 1970 e 1980, com depoimentos de familiares e colegas.
Superman: O Filme, de 1978 e dirigido por Richard Donner, registrou alta de 155% nas visualizações, consolidando seu status como referência cultural. O clássico introduziu Christopher Reeve como o herói e estabeleceu padrões para adaptações de quadrinhos.
Superman Returns, de 2006 com Brandon Routh, teve elevação de 120%, atraindo fãs que comparam gerações de intérpretes. A produção reviveu elementos dos filmes originais em uma narrativa pós-anos 1980.
O Homem de Aço, de 2013 e dirigido por Zack Snyder, avançou 40%, beneficiando-se do “efeito halo” do novo DCU apesar de pertencer ao universo anterior. Esses dados indicam renovação de interesse pelo legado do personagem.
Elenco e produção marcam nova era DC
David Corenswet assume o manto do Homem de Aço com uma abordagem que equilibra ação e humanidade, inspirada em quadrinhos como All-Star Superman. Rachel Brosnahan traz Lois Lane como uma jornalista determinada, enquanto Nicholas Hoult interpreta Luthor como um antagonista calculista envolvido em conflitos internacionais. Nathan Fillion surge como Guy Gardner, Lanterna Verde, e Isabela Merced como Hawkgirl, introduzindo elementos do time The Authority.
A produção, filmada em locações como Cleveland para simular Metrópolis, utilizou efeitos visuais para cenas de voo e confrontos, elogiados por críticos com 83% de aprovação no Rotten Tomatoes. Gunn escreveu e dirigiu o longa, produzido ao lado de Peter Safran, com orçamento controlado que permitiu foco em narrativa otimista. O filme evita tons sombrios, priorizando temas de esperança e justiça em um mundo cético.
Personagens secundários como Mister Terrific, vivido por Edi Gathegi, e Metamorfo, por Anthony Carrigan, pavimentam spin-offs potenciais na HBO Max. A estratégia inclui séries derivadas, como uma sobre Jimmy Olsen com Skyler Gisondo, expandindo o universo sem sobrecarregar o principal.
Recepção crítica destaca tom humanista
Críticos elogiaram o equilíbrio entre espetáculo e profundidade emocional no filme de Gunn. A Variety destacou as camadas de conflito interno de Clark Kent, que navega entre herança alienígena e identidade humana. O longa recebeu nota média de 7,5 em agregadores, com elogios à química entre Corenswet e Brosnahan.
Fãs nas redes sociais debateram o retorno de elementos clássicos, como o cachorro Krypto, que aparece em uma sequência animada curta lançada na plataforma. A ausência de uma origem completa permitiu foco em dilemas atuais, como intervenções em guerras globais orquestradas por Luthor.
O sucesso inicial sugere continuidade, com Man of Tomorrow agendado para julho de 2027, trazendo de volta o trio principal e introduzindo a armadura de Luthor em live-action pela primeira vez.
Expansão do catálogo DC ganha impulso
A estreia de Superman revitalizou buscas por conteúdos DC na HBO Max, com séries como Pacificador registrando 91% de alta durante a semana de lançamento nos cinemas. Essa interconexão fortalece o ecossistema do novo DCU, que inclui Lanternas Verdes em desenvolvimento.
O catálogo agora oferece uma linha do tempo coesa, desde animações como Comando das Criaturas até live-actions recentes. Assinantes acessaram mais de 20% de títulos DC na quinzena pós-estreia, segundo dados internos da Warner.
Essa tendência reflete a demanda por narrativas compartilhadas, similar ao que ocorreu com o MCU, mas adaptada ao tom único de Gunn.


