Príncipe Harry acusa fontes de sabotar reencontro com rei Charles III em Londres

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Harry – Foto: Euan Cherry / Shutterstock.com

O príncipe Harry, duque de Sussex, emitiu uma nota oficial negando veementemente reportagens que descreveram seu recente encontro com o rei Charles III como excessivamente formal. A reunião ocorreu em 10 de setembro de 2025, na Clarence House, em Londres, e durou cerca de 54 minutos, incluindo um chá privado.

Fontes ligadas ao duque classificaram as alegações como categoricamente falsas, atribuindo-as a invenções alimentadas por interesses externos. O objetivo seria impedir avanços na relação entre pai e filho, que residem em continentes diferentes desde 2020.

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Harry – Foto: PA

Essa manifestação surge após quase dois anos sem contatos presenciais, com o último registro datando de fevereiro de 2024, logo após o anúncio do diagnóstico de câncer do rei.

  • Duração exata: 54 minutos, sem presença de assessores.
  • Local: Clarence House, residência oficial do monarca.
  • Motivação: Visita de quatro dias para eventos de caridade em Nottingham e Londres.

Detalhes do encontro revelados

A nota do porta-voz de Harry esclareceu pontos específicos sobre a troca de presentes durante a reunião. Um quadro com fotografia foi entregue, mas a imagem continha apenas os filhos do duque, Archie e Lilibet, sem incluir o casal.

Reportagens iniciais haviam sugerido uma foto familiar completa, o que o duque preferia manter em sigilo para preservar a privacidade. A correção visa combater distorções que poderiam comprometer o diálogo familiar.

O encontro representou o primeiro passo visível para amenizar tensões acumuladas desde a saída de Harry das funções reais em 2020. Ele viajou da Califórnia especificamente para apoiar causas filantrópicas e rever parentes.

Histórico de tensões familiares

Desde o afastamento oficial em 2020, o príncipe Harry e sua esposa, Meghan, estabeleceram residência nos Estados Unidos, priorizando projetos independentes. Essa decisão gerou debates sobre o papel da monarquia e a exposição midiática da família real.

Em maio de 2025, Harry expressou publicamente o desejo de reconciliação em entrevista à BBC, afirmando que não pretendia mais conflitos. No entanto, publicações como o livro Spare e um documentário da Netflix intensificaram escrutínios sobre dinâmicas internas.

O rei Charles, diagnosticado com câncer em 2024, manteve contatos limitados, mas o reencontro de setembro indicou disposição para diálogo. Pesquisas recentes no Reino Unido mostram 45% da população favorável a uma aproximação, segundo dados de institutos como YouGov.

A ausência de menção a um possível encontro com o irmão, príncipe William, durante a visita reforça a persistência de divergências. Os príncipes seguiram agendas separadas, sem interações registradas.

Críticas à imprensa britânica

Harry tem histórico de ações judiciais contra veículos de comunicação por invasões de privacidade. Em janeiro de 2025, o editor do The Sun concordou em pagar indenizações substanciais e se desculpou por violações passadas.

O duque argumenta que a cobertura sensacionalista contribui para o desgaste relacional com a família real. Relatos sobre o chá de setembro foram contestados por falta de resposta prévia do escritório de Harry, apesar de oportunidades oferecidas.

Especialistas observam que tais disputas judiciais somam mais de uma década de litígios, com vitórias que totalizam milhões em compensações. Isso inclui casos envolvendo escutas telefônicas e publicações não autorizadas.

Posição do palácio sobre as alegações

Representantes de Buckingham Palace confirmaram a ocorrência do chá privado, mas optaram por não comentar as acusações de sabotagem. O silêncio oficial contrasta com a veemência da resposta de Harry, que aponta para fontes internas como responsáveis.

O rei Charles, aos 76 anos, foca em compromissos públicos enquanto gerencia o tratamento oncológico. Fontes próximas descrevem o monarca como surpreso com as insinuações de interferência por parte de assessores, apelidados de “homens de terno cinza”.

Essa percepção de perplexidade no palácio destaca a complexidade das relações reais, onde protocolos e privacidade se entrelaçam. O duque, por sua vez, enfatiza o foco em patronatos e apoio a causas sociais durante a estada no Reino Unido.

A troca de presentes, embora corrigida, simboliza gestos de afeto limitados pela distância geográfica e emocional.

Visita e compromissos paralelos

Durante os quatro dias no Reino Unido, Harry participou de eventos beneficentes, como recepções em Nottingham e uma gala no Gherkin, em Londres. Esses compromissos reforçaram seu papel em organizações como Invictus Games.

Após o chá com o pai, o duque atendeu a perguntas de jornalistas sobre a saúde do rei, respondendo que ele está bem. Essa interação pública evitou detalhes pessoais, mantendo o tom otimista.

A família de Harry, incluindo Meghan e os filhos, permanece na Califórnia, onde prosseguem iniciativas em mídia e filantropia. O último contato conhecido dos netos com o avô ocorreu no Jubileu de Platina da rainha Elizabeth II, em junho de 2022.

Esclarecimentos sobre presentes trocados

O porta-voz reiterou que detalhes da reunião deveriam permanecer confidenciais, mas a divulgação forçada exigiu precisão. A fotografia emoldurada destinada ao rei retratava apenas Archie, de seis anos, e Lilibet, de quatro, destacando o laço com os netos.

Essa escolha reflete esforços para manter conexões afetivas apesar das barreiras. Reportagens iniciais distorceram o conteúdo, alimentando narrativas de formalidade excessiva.

Harry concluiu sua nota reafirmando o compromisso com a família, sem projetar encontros futuros. A ênfase recai sobre ações concretas para superar divisões acumuladas.

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