Furacão Humberto atinge categoria 5 com ventos de 260 km/h e alerta para nova tempestade na Flórida

Furacao

Furacao – Foto: Elena11/Shutterstock.com

O furacão Humberto alcançou a categoria 5 na escala Saffir-Simpson no sábado, 27 de setembro de 2025, no Oceano Atlântico, com ventos sustentados de até 260 km/h. Esse evento ocorreu a noroeste das Bermudas e representa o segundo ciclone de intensidade máxima na temporada de furacões de 2025, após o furacão Erin. Autoridades do Centro Nacional de Furacões emitiram alertas para possíveis impactos indiretos na costa leste dos Estados Unidos.

Uma depressão tropical, designada como Nove, formou-se na mesma data entre Cuba e as Bahamas, com ventos de 56 km/h, gerando preocupações adicionais para a região. O sistema deve evoluir para a tempestade tropical Imelda até domingo e possivelmente para um furacão de categoria 1 na segunda-feira, 29. Moradores da Flórida e das Bahamas foram orientados a monitorar atualizações e preparar suprimentos essenciais.

A intensificação de Humberto ocorreu em menos de 48 horas, passando de ventos de 105 km/h na quinta-feira para níveis extremos. Esse processo rápido destaca a influência de águas oceânicas aquecidas, que fornecem energia para o desenvolvimento de sistemas tropicais.

Velocidade de intensificação surpreende especialistas

Especialistas observam que o furacão Humberto registrou um aumento de 65 km/h nos ventos em apenas 24 horas, caracterizando uma intensificação explosiva. Esse fenômeno já foi visto em eventos como o furacão Otis de 2023, que devastou Acapulco no México.

O Centro Nacional de Furacões registra apenas quatro anos anteriores com dois ou mais furacões de categoria 5 até o final de setembro: 1933, 2005, 2007 e 2017. A trajetória atual mantém o sistema afastado do continente, mas ondas associadas podem afetar praias da costa leste.

Trajetória prevista para Humberto

Humberto segue para noroeste, com previsão de manter a categoria 5 até domingo, 28 de setembro. A partir de segunda-feira, o furacão deve enfraquecer para categoria 4 ou 3 ao sul das Bermudas, segundo modelos meteorológicos.

Ondas altas e correntes de retorno representam riscos para banhistas na costa americana, mesmo sem impacto direto. Equipes de resgate preparam operações preventivas em áreas vulneráveis.

O monitoramento contínuo visa detectar variações na rota, influenciadas por padrões atmosféricos. Autoridades recomendam evitar praias durante o fim de semana.

Formação e evolução da depressão Nove

A depressão tropical Nove surgiu na manhã de sábado entre Cuba e as Bahamas, com circulação organizada e ventos iniciais de 56 km/h. O sistema avança lentamente para noroeste, favorecido por condições úmidas na atmosfera.

Previsões indicam transformação em tempestade tropical Imelda na noite de sábado ou madrugada de domingo. Essa evolução deve ocorrer sobre as ilhas, trazendo chuvas acumuladas de até 150 mm em 24 horas.

Alertas de tempestade tropical vigoram para as Bahamas centrais e norte, com ventos acima de 63 km/h esperados até domingo à noite. Inundações urbanas e ribeirinhas são os principais riscos identificados.

A trajetória deve levar o centro para a costa sudeste dos EUA nos dias seguintes, possivelmente enfraquecendo antes de tocar terra. Modelos divergem sobre a intensidade final, com alguns prevendo categoria 1 ao aproximar-se da Carolina do Sul.

Alertas emitidos para regiões afetadas

Alertas de tempestade tropical foram ativados para as Bahamas neste fim de semana, abrangendo ilhas como Grand Bahama e Abaco. Autoridades locais distribuem sacos de areia e orientam evacuações em zonas baixas.

Na Flórida, um alerta cobre a costa leste de Palm Beach a Volusia, com validade até segunda-feira. Moradores preparam propriedades com contraventos em janelas e estoques de água potável.

  • Chuvas intensas podem acumular 100 a 200 mm na Flórida sudeste até terça-feira, 30.
  • Ventos de 80 a 100 km/h afetarão áreas costeiras, derrubando galhos e causando interrupções no fornecimento de energia.
  • Inundações costeiras ocorrerão em praias da Geórgia e Carolinas, elevando o nível do mar em até 1 metro.
  • Equipes de emergência posicionam abrigos em cidades como Miami e Charleston.

Essas medidas visam minimizar danos em infraestruturas urbanas. O governo federal coordena apoio logístico para estados impactados.

Fatores ambientais por trás das tempestades

Temperaturas oceânicas elevadas no Atlântico norte, acima de 28°C, aceleram a formação de ciclones como Humberto. Esses padrões resultam de variações climáticas anuais, com picos em setembro.

Estudos indicam que a bacia do Atlântico acumulou 44 furacões de categoria 5 desde o início dos registros. A temporada de 2025 já excede a média histórica em intensidade precoce.

Mudanças na atmosfera alteram trajetórias, complicando previsões de longo prazo. Satélites e aviões de reconhecimento fornecem dados em tempo real para ajustes nos alertas.

A depressão Nove beneficia-se de baixa cisalhamento de ventos, permitindo consolidação da estrutura. Essa condição persiste até o início da próxima semana, favorecendo ganhos de força.

Preparações em curso na costa leste

Escolas e comércios na Flórida suspendem atividades a partir de domingo para evitar riscos. Transporte público ajusta rotas em zonas de inundação potencial.

Agências federais enviam geradores e suprimentos médicos para as Bahamas. Cooperação internacional reforça radares de monitoramento nas ilhas.

  • Populações costeiras estocam alimentos não perecíveis por pelo menos 72 horas.
  • Aplicativos de alerta enviam notificações em tempo real para celulares registrados.
  • Voluntários organizam mutirões de limpeza em praias afetadas por detritos marinhos.

Essas ações baseiam-se em lições de temporadas anteriores, priorizando resposta rápida.

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