Dominique Cristina Scharf, maior estelionatária do Brasil, deixa prisão de Tremembé após 32 anos de pena

Dominique Cristina Scharf, de 65 anos, deixou a Penitenciária Feminina de Tremembé, em São Paulo, no início de setembro de 2025.

A decisão judicial permitiu a progressão para o regime aberto após cumprimento de 32 anos de pena por múltiplos crimes.

Filha de estrangeiros e criada em família de classe alta, ela iniciou atividades criminosas ainda jovem na década de 1990.

Golpes financeiros complexos e fraudes a trouxeram notoriedade nacional.

  • Estelionato em transações bancárias simuladas;
  • Uso de identidades falsas para obter empréstimos;
  • Furtos qualificados em residências de alto padrão.

Dominique Cristina, de 65 anos, foi solta após passar 32 anos presa no presídio de Tremembé (SP). Conhecida como a maior estelionatária do Brasil, foi condenada por estelionato, falsificação, uso de identidade falsa, furtos e assaltos à mão armada.

Filha de pai americano e mãe… pic.twitter.com/NDlZPB9N7k

— Balanço Geral (@balancogeral) September 25, 2025

Trajetória de crimes acumulados

As condenações de Dominique somaram mais de 50 anos, unificadas em 2016 para 57 anos, 11 meses e 10 dias.

Ela respondeu a 44 processos penais simultaneamente no auge da atividade criminosa.

Falhas na progressão de regime estenderam o tempo de reclusão.

Duas fugas registradas agravaram a situação.

Detalhes das condenações principais

Estelionato marcou a maior parte das sentenças, com fraudes que envolviam falsificação de documentos.

Uso de identidade falsa permitiu acesso a créditos indevidos em instituições financeiras.

Furtos e assaltos à mão armada ocorreram em São Paulo e região metropolitana.

Em 2003, um assalto a vendedor de joias resultou em acusação de tentativa de homicídio.

A vítima não sofreu ferimentos graves, mas o caso elevou a pena em 12 anos.

Fugas que prolongaram a pena

A primeira fuga aconteceu no presídio do Carandiru, onde cortou alambrado com alicate.

Recapturada, transferida para Ribeirão Preto, escapou escalando muralha de seis metros.

Usou pé de maracujá para auxiliar na descida durante a segunda tentativa.

Esses episódios adicionaram punições e impediram progressões anteriores ao regime semiaberto.

A Secretaria da Administração Penitenciária confirmou a saída em junho de 2025, com monitoramento judicial.

Vida na prisão de Tremembé

Dominique passou os últimos anos na unidade feminina de Tremembé.

Lá, desenvolveu habilidades em costura e tricô durante o cumprimento de pena.

Conviveu com detentas como Suzane Richthofen e Elize Matsunaga.

Afirmou não se identificar com crimes violentos cometidos por outras presas.

Em 2023, enviou carta à Justiça questionando o cálculo exato da pena restante.

A missiva destacou confusão no acúmulo de condenações.

Planos após a liberação

Agora em regime aberto, Dominique planeja abrir confecção de roupas de tricô artesanal.

A iniciativa usa técnicas aprendidas na prisão para produção manual.

Ela pretende focar em grife autoral voltada à moda.

O monitoramento judicial continua, com obrigações de comparecimento periódico.

Investigadores veem o caso como exemplo de reincidência e gestão de penas múltiplas.

Aspectos da progressão legal

A Lei de Execuções Penais regulou a transição para regime aberto.

Requisitos incluíram bom comportamento e tempo mínimo cumprido.

O Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou a mudança em 27 de junho de 2025.

Advogado que atuou na defesa destacou raridade de penas tão longas sem progressão anterior.

O caso envolveu análise de 20 processos penais ativos em determinado período.

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