Instagram remove contas de Hytalo e Kamylinha por violações e ordem judicial

Hytalo Santos

Hytalo Santos – Foto: Reprodução/Youtube

O influenciador Hytalo Santos e a jovem Kamylinha, ambos da Paraíba, tiveram seus perfis no Instagram bloqueados na sexta-feira, 8 de agosto de 2025, após denúncias de irregularidades. A conta de Kamylinha, com 11 milhões de seguidores, foi suspensa por ordem judicial do Ministério da Fazenda, devido à promoção de apostas ilegais por uma menor de idade. Já o perfil de Hytalo, com 17 milhões de seguidores, saiu do ar após acusações de exploração e sexualização de menores, feitas pelo youtuber Felca. A Meta, empresa responsável pelo Instagram, executou os bloqueios, que seguem sem previsão de retorno. O Ministério Público da Paraíba investiga Hytalo desde 2024 por suposta exploração infantil. As denúncias reacenderam debates sobre a responsabilidade de influenciadores nas redes sociais.

A suspensão dos perfis gerou forte repercussão entre os seguidores e na imprensa, com questionamentos sobre o conteúdo publicado pela dupla. O caso expõe a crescente fiscalização sobre influenciadores digitais e o uso de plataformas para atividades ilegais.

  • Motivos do bloqueio:
    • Publicidade de apostas ilegais por Kamylinha, menor de idade.
    • Denúncias de exploração e sexualização de menores contra Hytalo.
    • Violações das regras da comunidade do Instagram.
    • Ordem judicial do Ministério da Fazenda para Kamylinha.

Origem das denúncias contra Hytalo Santos

As acusações contra Hytalo Santos ganharam força após um vídeo publicado pelo youtuber Felca, que acumula mais de 4 milhões de inscritos. No conteúdo, Felca aponta que Hytalo produzia vídeos com adolescentes em situações inadequadas, incluindo cenas de cunho sensual e ambientes com bebidas alcoólicas. Ele classificou o conteúdo como um “circo macabro”, sugerindo que as publicações atraíam um público adulto com intenções questionáveis. O vídeo, que ultrapassou 3 milhões de visualizações, intensificou a pressão para a remoção do perfil de Hytalo.

A investigação do Ministério Público da Paraíba, iniciada em 2024, já apurava denúncias de exploração infantil contra o influenciador. A promotora Ana Maria França conduz o inquérito, que analisa a relação de Hytalo com jovens que vivem com ele, chamados de “filhos” e “genros” em suas redes. O caso ganhou nova dimensão com as acusações de Felca, que destacou a participação de Kamylinha, uma adolescente de 17 anos, em conteúdos considerados inadequados.

  • Pontos levantados por Felca:
    • Exposição de menores em contextos sensuais.
    • Uso de bebidas alcoólicas em vídeos com adolescentes.
    • Público adulto como alvo de conteúdos com menores.
    • Influência negativa em jovens espectadores.

O bloqueio do perfil de Hytalo não foi diretamente ligado à Secretaria de Prêmios e Apostas, mas sim às denúncias de violação das regras do Instagram. A plataforma exibe uma mensagem genérica ao acessar sua conta, indicando que a página foi removida ou está indisponível.

Bloqueio de Kamylinha e apostas ilegais

Kamylinha, integrante da “Turma do Hytalo”, teve sua conta bloqueada por determinação da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. A jovem, de 17 anos, promovia casas de apostas ilegais, o que é proibido para menores de idade. O Ministério da Fazenda informou que o processo de fiscalização identificou a irregularidade, e a Meta foi notificada para suspender o perfil no Brasil. A mensagem exibida ao acessar a conta de Kamylinha confirma a ordem judicial.

A publicidade de apostas ilegais, como o “Jogo do Tigrinho”, tem sido alvo de ações rigorosas do governo brasileiro. A Secretaria de Prêmios e Apostas monitora redes sociais para coibir a prática, especialmente quando envolve menores. Kamylinha, que começou a produzir conteúdo com Hytalo aos 12 anos, tornou-se um caso emblemático dessa fiscalização.

  • Medidas contra apostas ilegais:
    • Monitoramento de perfis em redes sociais.
    • Notificação à Meta para bloqueio de conteúdos.
    • Foco em influenciadores que promovem jogos ilegais.
    • Proteção de menores em campanhas publicitárias.

A suspensão do perfil de Kamylinha reflete o esforço das autoridades para regular o mercado de apostas online, que movimenta bilhões de reais anualmente. A ação também levanta questões sobre a responsabilidade de influenciadores menores de idade e seus tutores legais.

conta de Kamylinha desativada
conta de Kamylinha desativada – Foto: Reprodução

Repercussão pública e polêmicas

O caso de Hytalo Santos e Kamylinha gerou intensa discussão nas redes sociais, com opiniões divididas entre apoiadores e críticos. O vídeo de Felca, que viralizou com milhões de visualizações, foi apontado como o estopim para a remoção dos perfis. Políticos como Erika Hilton e Nikolas Ferreira manifestaram-se sobre o caso, cobrando maior rigor na fiscalização de conteúdos digitais. A pressão pública também levou Hytalo a acionar a Justiça contra acusações de outra influenciadora, que o responsabilizou por aliciar menores.

A trajetória de Hytalo, que ficou famoso com vídeos de dança no TikTok e um estilo semelhante ao de Carlinhos Maia, é marcada por polêmicas. Sua notoriedade cresceu em 2023, com um casamento milionário que presenteou convidados com iPhones de alto valor. No entanto, as denúncias de exploração infantil e a suposta sexualização de adolescentes mancharam sua imagem, levando à investigação do Ministério Público.

O influenciador também enfrenta um processo por fraude em um sorteio de R$ 50 mil, com possíveis indenizações que chegam a R$ 65 mil. A gravidez de Kamylinha, anunciada e posteriormente interrompida por um aborto espontâneo, intensificou as críticas ao ambiente criado por Hytalo.

Papel da Meta na moderação de conteúdo

A Meta, responsável pelo Instagram, Facebook e WhatsApp, desempenha um papel central na execução de bloqueios determinados por ordens judiciais ou violações de suas diretrizes. No caso de Kamylinha, a empresa acatou a solicitação do Ministério da Fazenda, enquanto o bloqueio de Hytalo parece estar ligado a denúncias de usuários e infrações às regras da plataforma. A falta de suporte da Meta ao perfil de Hytalo, relatada antes da suspensão, indica que o influenciador já enfrentava restrições por postagens removidas.

A moderação de conteúdo em redes sociais tem sido um desafio crescente, especialmente em casos envolvendo menores. As plataformas enfrentam pressão para agir rapidamente contra conteúdos inadequados, equilibrando a liberdade de expressão com a proteção de usuários vulneráveis. O caso de Hytalo e Kamylinha destaca a importância de políticas claras e ações coordenadas com autoridades.

  • Ações da Meta em casos de violação:
    • Remoção de postagens que quebram regras da comunidade.
    • Suspensão de contas por ordens judiciais.
    • Cooperação com órgãos governamentais.
    • Monitoramento proativo de conteúdos sensíveis.

A empresa ainda não se pronunciou oficialmente sobre os motivos exatos da suspensão de Hytalo, mas a mensagem genérica no perfil sugere uma remoção por infrações graves. A transparência da Meta em casos semelhantes tem sido alvo de críticas, com usuários cobrando maior clareza sobre as decisões.

Contexto da fiscalização digital

A fiscalização de influenciadores digitais no Brasil ganhou força nos últimos anos, com o aumento de denúncias sobre práticas ilegais ou antiéticas. O caso de Hytalo Santos reflete a crescente atenção do governo e da sociedade sobre o impacto de conteúdos digitais, especialmente quando envolvem menores. A Secretaria de Prêmios e Apostas tem intensificado ações contra a promoção de jogos ilegais, enquanto o Ministério Público foca em casos de exploração infantil.

A legislação brasileira, incluindo o Estatuto da Criança e do Adolescente, estabelece diretrizes rígidas para proteger menores em ambientes digitais. Influenciadores que trabalham com jovens enfrentam escrutínio para garantir que não haja exploração ou exposição indevida. O caso de Hytalo também levanta debates sobre a responsabilidade de tutores e plataformas na supervisão de conteúdos.

  • Medidas de proteção a menores online:
    • Fiscalização de conteúdos com menores de idade.
    • Punições para promoção de atividades ilegais.
    • Cooperação entre governo e plataformas digitais.
    • Campanhas de conscientização para pais e jovens.

O bloqueio dos perfis de Hytalo e Kamylinha é um marco na regulamentação do mercado de influenciadores, sinalizando que as autoridades estão atentas às infrações nas redes sociais. O caso também reforça a necessidade de maior educação digital para criadores de conteúdo e seus seguidores.

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