Corinthians: votação definirá permanência de Augusto Melo no cargo: entenda como será a votação

Augusto Melo -

Augusto Melo – Foto: Instagram

No próximo sábado, 9 de agosto de 2025, o Parque São Jorge, sede social do Sport Club Corinthians Paulista, será o epicentro de uma decisão histórica para o clube. A assembleia geral dos associados definirá se o presidente afastado, Augusto Melo, será destituído definitivamente ou reconduzido ao cargo. A votação, marcada para o Ginásio Wlamir Marques, ocorre após o Conselho Deliberativo aprovar o impeachment do dirigente em 26 de maio, por 176 votos a favor e 57 contra, devido a suspeitas de irregularidades no contrato de patrocínio com a VaideBet. O processo, que mobiliza torcedores e conselheiros, promete agitar o ambiente político do clube, com desdobramentos que podem redefinir a gestão até o fim do mandato em 2026. A assembleia, convocada por Romeu Tuma Jr., presidente do Conselho Deliberativo, reflete a crise instaurada no clube, com forte apoio e oposição ao mandatário.

Cerca de 10 mil associados estão aptos a votar, mas a expectativa é de um comparecimento bem menor, entre 2 mil e 4 mil, segundo estimativas do clube. A votação será realizada com cédulas de papel, das 9h às 17h, e a contagem dos votos começará logo após o encerramento do pleito. O resultado será homologado por Romeu Tuma Jr., que enfrenta críticas de aliados de Augusto Melo por supostas irregularidades no processo. O desfecho determinará se o clube convocará novas eleições indiretas, restritas aos conselheiros, ou se Melo retomará a presidência.

A crise política no Corinthians ganhou contornos intensos nos últimos meses, com protestos de torcedores e embates entre lideranças do clube. A assembleia de sábado não será apenas um julgamento do mandato de Augusto Melo, mas também um reflexo das tensões internas que dividem conselheiros, associados e torcidas organizadas.

  • Quem pode votar: Associados com mais de 18 anos, cinco anos de vínculo e mensalidades em dia.
  • Local e horário: Ginásio Wlamir Marques, Parque São Jorge, das 9h às 17h.
  • Método: Votação sigilosa por cédulas de papel, com apuração imediata.

Regras e condições para a votação

A assembleia geral segue normas rígidas do Regimento Eleitoral do Corinthians. Apenas associados que atendam aos pré-requisitos podem participar, o que exclui novos membros ou aqueles com pendências financeiras. A Comissão Eleitoral informou que o clube permanecerá aberto para atividades recreativas, mas convidados e usuários do “day use” não terão acesso à votação.

O processo será conduzido com cédulas de papel, uma decisão que gerou controvérsia. Conselheiros aliados de Augusto Melo protocolaram um ofício exigindo urnas eletrônicas, argumentando maior transparência e agilidade. A Comissão Eleitoral, no entanto, manteve o formato tradicional, citando conformidade com o estatuto. A votação será sigilosa, e a apuração ocorrerá na presença de fiscais indicados por diferentes grupos políticos do clube.

O resultado dependerá de maioria simples. Se os sócios ratificarem o impeachment, Osmar Stabile, atual presidente interino, terá 30 dias para convocar uma eleição indireta entre conselheiros. Caso a destituição seja rejeitada, Augusto Melo reassume imediatamente, o que pode intensificar conflitos com o Conselho Deliberativo.

  • Pré-requisitos: Mais de 18 anos, cinco anos de associação, mensalidades pagas.
  • Formato: Cédulas de papel, apuração manual no Ginásio Wlamir Marques.
  • Consequências: Ratificação leva a eleição indireta; rejeição reconduz Melo ao cargo.
  • Polêmica: Uso de cédulas de papel criticado por aliados do presidente afastado.

Contexto da crise política no Corinthians

A votação é o ápice de uma crise que começou com suspeitas de irregularidades no contrato de patrocínio com a VaideBet, assinado em 2024. Augusto Melo foi indiciado pela Polícia Civil de São Paulo por associação criminosa, furto qualificado e lavagem de dinheiro, junto com ex-dirigentes como Sérgio Moura e Marcelo Mariano. As investigações apontaram desvios de comissões no acordo, com contradições nos depoimentos de intermediários, como Alex Cassundé.

O Conselho Deliberativo aprovou o impeachment em maio, após uma reunião marcada por tensões. Romeu Tuma Jr., presidente do órgão, foi acusado por aliados de Melo de conduzir o processo de forma parcial. Uma tentativa de anular a votação, liderada pela conselheira Maria Angela de Souza Ocampos, que alegou ser a nova presidente do Conselho, foi rejeitada por Tuma, que negou seu afastamento. A disputa chegou à Justiça, com liminares e recursos que adiaram o processo em 2024.

A crise também envolveu torcedores. Em protestos no Parque São Jorge, membros de organizadas como Gaviões da Fiel inicialmente apoiaram Melo, mas algumas mudaram de posição, pedindo sua saída. A oposição, por sua vez, elaborou um dossiê com 50 polêmicas da gestão, buscando influenciar os associados na votação.

Impactos de uma possível destituição

Se o impeachment for confirmado, o Corinthians enfrentará um novo processo eleitoral. Apenas conselheiros poderão concorrer, o que limita o leque de candidatos. Osmar Stabile, que assumiu interinamente desde maio, continuará no cargo até a escolha do novo presidente, prevista para ocorrer em até 60 dias após a assembleia.

A eleição indireta pode reacender rivalidades políticas internas. Grupos de oposição, como o “Movimento Reconstrução SCCP”, que protocolou o pedido de impeachment, defendem uma gestão mais transparente. Já aliados de Melo alegam que o processo é uma tentativa de golpe político, orquestrado por ex-presidentes como Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves.

A instabilidade política já impactou o clube. Em 16 meses de gestão, Melo enfrentou 21 saídas de diretores e foi alvo de quatro pedidos de impeachment. A administração interina de Stabile tenta estabilizar o clube, mas a votação de sábado será decisiva para definir o rumo até 2026.

  • Eleição indireta: Apenas conselheiros podem concorrer ao cargo.
  • Prazo: Até 60 dias para nova eleição, caso impeachment seja ratificado.
  • Interinidade: Osmar Stabile permanece como presidente até o pleito.
  • Rivalidades: Oposição e aliados de Melo intensificam disputas internas.

Reações e estratégias políticas

A votação mobilizou diferentes grupos no Corinthians. Torcedores organizados, que antes eram um pilar de apoio a Melo, agora estão divididos. Em julho, Gaviões da Fiel, Camisa 12 e outras torcidas pediram seu afastamento, citando prejuízos ao clube. No entanto, alguns associados ainda defendem o presidente, argumentando que ele foi eleito democraticamente e merece concluir o mandato.

A oposição intensificou esforços para garantir a destituição. O dossiê de 50 polêmicas, divulgado por grupos contrários a Melo, detalha supostas falhas administrativas e financeiras. A estratégia visa convencer os associados de que a permanência de Melo seria prejudicial ao clube.

Por outro lado, a defesa de Melo, liderada por advogados como Ricardo Cury e José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça, aposta em recursos judiciais. Eles alegam que o processo é irregular e que a Comissão de Ética recomendou aguardar o fim das investigações policiais. A tensão entre Melo e Tuma Jr. também marcou o processo, com trocas de acusações públicas e episódios de confusão no Parque São Jorge.

O que esperar do dia 9

O sábado será decisivo para o Corinthians. O Parque São Jorge estará aberto para atividades normais, mas a votação concentrará as atenções. A expectativa é de um ambiente tenso, com presença de torcedores e forte esquema de segurança, como ocorreu em reuniões anteriores. A Polícia Militar reforçará o efetivo, prevendo possíveis protestos.

O resultado da votação terá reflexos imediatos. A recondução de Melo pode intensificar conflitos com o Conselho Deliberativo, enquanto sua destituição abrirá um novo capítulo político no clube. Independentemente do desfecho, a assembleia marcará um momento de inflexão na história recente do Corinthians.

  • Segurança: Polícia Militar reforçará efetivo no Parque São Jorge.
  • Ambiente: Expectativa de protestos e divisões entre torcedores.
  • Impacto imediato: Resultado definirá rumos políticos até 2026.
  • Apoio dividido: Torcidas organizadas se posicionam a favor e contra Melo.
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