A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) afirmou em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, nesta terça-feira (17/3), que o governo precisa ampliar e aprimorar a comunicação com o público evangélico.
Da base do governo no Congresso Nacional, Eliziane é evangélica e reconheceu que, embora existam esforços do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para acenar a esse eleitor, é preciso calibrar a comunicação com esse público.
“O campo da esquerda precisa se comunicar melhor com o público evangélico. Essa comunicação tem melhorado muito, mas ainda não está à altura do que deve ser para se evitar ruído e fake news e, naturalmente, ser o caminho para uma comunicação fluida e equilibrada com esse segmento”, afirmou a parlamentar.
O público evangélico tem maior identificação com as pautas de alas conservadoras, o que o aproxima do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dificulta a comunicação com o governo do presidente Lula (PT), historicamente ligado a pautas progressistas.
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Ruídos com evangélicos
Nas últimas semanas, o governo viu a aproximação com este público ficar ainda mais distante. Lideranças evangélicas e fiéis criticaram a homenagem que a escola de samba Acadêmicos de Niterói fez ao petista durante os desfiles de Carnaval deste ano.
Uma das alas apresentadas pela agremiação continha uma sátira sobre evangélicos, que afirmaram atuar “fortemente em oposição a Lula, votando contra a maioria das pautas defendidas por ele”.
A ala tinha o nome de “neoconservadores em conserva” e trazia pessoas fantasiadas em uma lata de conserva, com um desenho de uma família formada por pai, mãe e duas crianças.
Ao Metrópoles, Eliziane fez críticas à escolha da Acadêmicos de Niterói, mas reiterou que o presidente Lula não tem qualquer relação com a sátira.
“A escola foi infeliz ao criar aquela ala […] mas é bom lembrar que não foi ele [Lula] quem criou as alas, ele não é carnavalesco da escola de samba, ele foi homenageado”, declarou a senadora.

