Polícia desmente versão de “encontro ocasional” após provar que síndico posicionou carro estrategicamente para retirar o corpo
Investigação detalha como síndico usou luvas e capuz para simular crime perfeito em Caldas Novas (Divulgação PCGO)
Para além da série de boletins de ocorrência registrados em seu nome por perseguição e violência contra Daiane Alves, versões contraditórias apresentadas pelo síndico Cléber Rosa colocaram ele como suspeito central das investigações do então desaparecimento da corretora. A PCGO determinou que ele premeditou o crime, com uso de luvas e capuz.
Em uma primeira declaração, ele alegou encontro ocasional com a vítima, o qual teria evoluído para desentendimento e agressão, que terminou com disparo. Apuração, entretanto, constatou que a versão não era real, já que imagens deixam claro que houve premeditação. O síndico estava com luvas e posicionou o carro na primeira vaga, mais perto do padrão de energia do prédio.
Provas atestam que ele estava encapuzado no ataque, porém, deixou-se fotografar para tentar dizer que estava trabalhando quando ela sumiu.
Leia mais
- Caldas Novas: Síndico mandou apagar imagens de câmeras no dia em que Daiane sumiu
- Ataque contra Daiane: Veja o último vídeo registrado por corretora morta por síndico em Caldas Novas

A estratégia de defesa ruiu quando a policia cruzou os dados do celular recuperado com a perícia no local do crime. A “teatralização” do síndico, que tentou forjar uma rotina normal de trabalho enquanto escondia objetos usados na execução da vítima, foi desmascarada pela cronologia dos fatos.
Ao ser confrontado com a evidência de que a interrupção da energia foi um ato deliberado para atrair Daiane à emboscada, e não um defeito casual, Cléber não teve mais como sustentar as contradições. O inquérito foi concluído com o indiciamento por homicídio duplamente qualificado, com a agravante de emboscada e impossibilidade de defesa da vítima.
Leia também
- Síndico atacou, matou e ocultou cadáver de Daiane em 43 minutos, diz PCGO
- Caso Daiane: desavenças com síndico começaram quando corretora assumiu gestão de apartamentos que ele administrava

