Mabel agarra bezerro e manda recado para quem ‘mamava na teta’ na prefeitura

Mabel usa bezerro para mostrar que quem é impedido de mamar normalmente reage protestando e diz que mudança na prefeitura é definitiva

Mabel agarra bezerro e manda recado para quem 'mamava na teta' na prefeitura (Foto: Reprodução)

Mabel agarra bezerro e manda recado para quem ‘mamava na teta’ na prefeitura (Foto: Reprodução)

Enquanto aproveita o feriado de carnaval na fazenda, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), gravou um vídeo com intenção de passar recado a pessoas que, segundo ele, estão insatisfeitas porque perderam privilégios que tinham na prefeitura antes de ele assumir (vídeo no fim da matéria).

“Agora eu vou no quintal e vocês vão ver o que acontecer quando a gente tira quem tá mamando na teta da vaca. Teta gorda. [Veja] como é que berra”, afirmou Mabel – enquanto o vídeo mostra a frase “vamos acabar com a mamata”.

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Prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (vídeo no fim da matéria)

“É isso aí, quando tira o bezerro da vaca ele fica berrando. Olha como o bichinho berra”, afirmou o prefeito, enquanto agarrava o animal. “Vocês viram o que acontece, né? É só tirar quem tá mamando nas tetas gordas que sai berrando. É o que acontece em Goiânia. Tem uns berrando aí. Nós tiramos eles das tetas, vai pegar lá mais não”.

Em um vídeo publicado no dia 16 de janeiro de 2026, o prefeito trouxe às redes sociais o recorte de um pronunciamento em que ele relatou ameaças sofridas pela família dele em razão de mudanças promovidas na Companhia de Urbanização (Comurg). A ameaça, segundo ele, fazia citação direta aos netos que ele tem.

“Pra eu tomar essas decisões que eu tomei, eu tive a minha família duramente ameaçada”, afirmou Mabel. “Fizeram um papel com o nome dos meus cinco netos, a fotografia, o nome e a hora em que entravam na escola, a hora que saíam, a hora que iam pro futebol. E dizendo se eu ia continuar mexendo na Comurg”.

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Na sequência, o prefeito afirma que agora entende a dificuldade que seus antecessores tiveram para sanear a companhia. “A Comurg… hoje eu entendo por que ninguém nunca botou a mão lá dentro. Porque ali todo mundo é ameaçado. O cara que eu trouxe de São Paulo pra cá ficou cinco dias, só. Em cinco dias, cortaram os pneus do carro dele e falaram que a próxima coisa que iriam cortar era o pescoço dele. Então, é um enfrentamento grosso”.

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No fim do corte de vídeo, Mabel faz ressalva aos funcionários, a quem ele elogia, e explica que o problema está em pessoas com patente maior. “Eu queria fazer uma justiça com o que o conselheiro Humberto falou: lá os funcionários são bons. Você pega esse pessoal de rua e vê a alegria deles, e nós mandamos aqueles peixões, aqueles tubarões embora, que afundaram a Comurg. Mas tem que ter muita coragem”.