O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa, neste domingo (15/2), um mês de prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), conhecido como Papudinha. Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses pela condenação por liderar a trama golpista. E, apesar do isolamento imposto pela prisão, o ex-presidente vem buscando manter sua influência eleitoral, trazendo para si decisões sobre candidaturas e alianças do PL a nível nacional.
O ex-mandatário foi transferido, no dia 15 de janeiro, para a Sala de Estado Maior no complexo penitenciário após pouco mais de 2 meses detido na superintendência da Polícia Federal. Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou as reclamações feitas por Bolsonaro ao longo da detenção e considerou que, apesar da “total ausência de veracidade nas reclamações”, não impediria a transferência para uma cela que considerou “ainda mais confortável”.

![]()

1 de 13
Ex-presidente Jair Bolsonaro
Fábio Vieira/Metrópoles

2 de 13
Jair Bolsonaro é ex-presidente
Vinícius Schmidt/Metrópoles

3 de 13
Jair Bolsonaro e Michelle
HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto

4 de 13
Senador Rogério Marinho
Luis Nova/ Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

5 de 13
Tarcísio de Freitas é governador de São Paulo
HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

6 de 13
Carlos Bolsonaro e Tarcísio
HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

7 de 13
Bolsonarista durante manifestação
HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

8 de 13
Flávio Bolsonaro
HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto

9 de 13
Michelle Bolsonaro
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

10 de 13
Flávio e Carlos Bolsonaro
Daniel Ferreira/Metrópoles

11 de 13
Imagens mostram como está a Papudinha preparada para a detenção de Jair Bolsonaro
Reprodução

12 de 13
Imagens mostram como está a Papudinha preparada para a detenção de Jair Bolsonaro
Reprodução

13 de 13
Imagens mostram como está a Papudinha preparada para a detenção de Jair Bolsonaro
Reprodução
Eleições
Em ano eleitoral, Bolsonaro (PL) tenta transformar o espaço em um “Quartel General (QG)” da oposição para a definição de palanques eleitorais. As visitas são usadas como um momento de aticulação de nomes dos candidatos do PL e de aliados, apresentando uma tentativa de se manter como líder do grupo e do seu legado político.
Leia também
A estratégia também foi usada ao longo da prisão domiciliar, no Solar de Brasília. Como mostrou o Metrópoles, durante os 100 primeiros dias, Bolsonaro esteve com 33 políticos, sendo 26 deles congressistas.
A movimentação feita pelo ex-mandatário já é conhecida e segue a mesma linha estratégica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018. De dentro da Superintendência da Polícia Federal (PF) de Curitiba (PR), Lula decidia o futuro do PT e dava a benção para que o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fosse candidato à Presidência naquela disputa. Haddad acabou derrotado por Bolsonaro no 2º turno.
Leia também
Visita de aliados
Além da família, Bolsonaro recebeu visitas de aliados influentes no último mês, entre eles, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
As visitas foram fundamentais para definir o papel que cada um vai exercer nas eleições e no apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à presidente da República.
No caso de Tarcísio, a visita consagrou o fim das especulações sobre possível vinda à liderança do Planalto. O governador paulista selou seu apoio ao filho de Jiar Bolsonaro e reafirmou a permanência na chefia do estado.
Já Rogério Marinho, um dos principais articuladores da campanha de Flávio, usou a visita para receber orientações e projetar as alianças em cada estado brasileiro.
Ao longo de fevereiro, Bolsonaro irá receber quatro congressistas: os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sanderson (PL-RS) e os senadores Bruno Bonetti (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ), líder do PL no Senado. Com todos, o debate será sobre palanques estaduais.
Próximas visitas a Bolsonaro na Papudinha
- Bruno Bonetti: dia 18/2, das 8h às 10h;
- Carlos Portinho: dia 18/2, das 11h às 13h;
- Nikolas Ferreira: dia 21/2, das 8h às 10h;
- Ubiratan Sanderson: dia 21/2, das 11h às 13h.
Prisão domiciliar
A prisão domiciliar continua sendo o principal foco da de aliados e familiares. A narrativa de que o ex-presidente possui problemas de saúde que requerem cuidados especiais foi alvo de apelos e manifestações, entre elas, a “Caminhada pela Liberdade” de Nikolas Ferreira.
No entanto, a alternativa aparenta estar cada vez mais distante, uma vez que, o laudo pericial divulgado, na sexta-feira (6/2), pela Polícia Federal concluiu que apesar da saúde de Bolsonaro demandar cuidados, não há necessidade de transferência para a prisão domiciliar ou internação hospitalar.


