Ainda assim, na virada da temporada, ele intensificou os pedidos por reforços de alto nível, repetindo roteiro visto em outros clubes. O Atlético-MG investiu em atletas como Alan Minda, Renan Lodi, Preciado e Maycon. Mas, para o treinador, era insuficiente.
O Atlético-MG mapeava jogadores para determinadas posições apresentando opções. Sampaoli dizia que nenhuma das alternativas servia. A lógica dentro do clube é a decisão de contratar passar por instâncias e ter aprovações gerais. O treinador não aceitava as sugestões e fazia pedidos classificados como sem sentido.
Havia o pedido por um volante tradicional, um número 5, por exemplo. Sampaoli não demonstrava intenção de se adaptar aos volantes do elenco.
Na reformulação defendida por Sampaoli, ele pediu constantemente a saída do atacante Hulk. Houve o interesse do Fluminense, o atrito de Hulk dentro do clube e o acordo de sua permanência. Mesmo depois disso, o técnico continuava a requisitar a saída dele.
A diretoria atleticana negava seu pedido pois a situação já tinha sido resolvida com o jogador. Chamava a atenção que, apesar das requisições do treinador, Hulk era titular e capitão do Galo.
Além disso, a relação entre Sampaoli e dirigentes atleticanos se tornou tensa, com uma postura de críticas fortes e negativas dele dentro do clube. O clima não era bom.


