Mutirão do SUS leva cirurgias oftalmológicas a indígenas de Amazonas

Um novo mutirão do programa Agora Tem Especialistas teve início, nessa quarta-feira (11/2), no município de Itamarati, na região do Médio Rio Solimões (AM). O programa vai levar cirurgias oftalmológicas a indígenas da região.

A ação, parte de uma iniciativa mais ampla para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), vai atender comunidades acompanhadas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Médio Rio Solimões e Afluentes até 22 de fevereiro.

Nesta etapa, o foco é exclusivamente cirúrgico: cerca de 30 pacientes indígenas já avaliados e considerados aptos passam por procedimentos como cirurgias de catarata e pterígio no Hospital Municipal de Itamarati, em uma fase que dá sequência aos atendimentos iniciados em 2025.

No ano passado, foram registrados 624 atendimentos especializados, incluindo consultas, exames, triagens e avaliações, além da identificação de pacientes que precisavam de continuidade no tratamento.

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Para o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (MS), Weibe Tapeba, a iniciativa do Agora Tem Especialistas — programa do governo federal que tem o objetivo de reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias especializadas no SUS — tem “permitido levar às comunidades mais remotas serviços de média e alta complexidade, de forma humanizada e voltada às reais necessidades dos povos indígenas”.

De acordo com a pasta, foram realizados mais de 21 mil atendimentos em aldeias indígenas do país no segundo semestre de 2025.


  • A ação do programa Agora Tem Especialistas começou nessa quarta-feira (11/2) em Itamarati (AM), com cirurgias oftalmológicas para indígenas do Médio Rio Solimões. O mutirão segue até 22 de fevereiro.
  • Nesta etapa, cerca de 30 pacientes passam por cirurgias como catarata e pterígio no Hospital Municipal de Itamarati. A iniciativa dá continuidade aos atendimentos realizados no ano passado.
  • O programa busca reduzir filas do SUS e levar atendimento especializado a áreas remotas. Em 2025, mais de 21 mil atendimentos foram realizados em aldeias indígenas no país.

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Metrópoles

Indigenas contra o marco temporal _ julgamento no stf

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Indígenas marcham no Palácio do Planalto

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Indígenas de várias etnias participam da IV Marcha das Mulheres Indígenas. A manifestação segue pelo Eixo Monumental sentido Esplanada dos Ministérios.

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Indígenas de várias etnias participam da IV Marcha das Mulheres Indígenas. A manifestação segue pelo Eixo Monumental sentido Esplanada dos Ministérios.

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Apresentação indígena na COP30

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Reprodução/Gov.br

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Indígenas de várias etnias participam da IV Marcha das Mulheres Indígenas. A manifestação segue pelo Eixo Monumental sentido Esplanada dos Ministérios.

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

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Universidade Federal Indígena

No último sábado (7/2), o país celebrou o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas. Na terça-feira (10/2), a Câmara dos Deputados aprovou a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), além da Universidade Federal do Esporte (UFEsporte).

O textos, de autoria do Executivo, seguem agora para análise do Senado Federal. As duas instituições terão sede em Brasília (DF), mas o texto autoriza a instalação de campus em outras regiões do país.

Os cursos de graduação e pós-graduação da Unind serão oferecidos em áreas estratégicas para os povos indígenas, como gestão ambiental e territorial, políticas públicas, sustentabilidade, línguas indígenas, saúde, direito, agroecologia, engenharias, tecnologias e formação de professores, com foco no fortalecimento da autonomia das comunidades.

A universidade também deverá produzir e difundir conhecimento científico em diálogo com saberes tradicionais, valorizar culturas e línguas indígenas e formar profissionais comprometidos com os direitos dos povos originários.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê que as duas novas instituições de ensino superior do país entrem em funcionamento a partir de 2027. Na Unind, a expectativa é que 2,8 mil estudantes sejam matriculados em até quatro anos.