Vítima negou a participação do marido, mas afirmou ter sido agredida por ele cinco vezes. Suspeito chegou a combinar falso testemunho
Suspeito sendo conduzido pela Polícia Civil – (Foto: Divulgação/PC)
Uma investigação minuciosa conseguiu elucidar uma tentativa de feminicídio em que a vítima foi baleada no pescoço e, em seguida, obrigada a mentir que havia sido atingida por uma bala perdida. O marido da vítima, apontado como autor do disparo, acabou preso suspeito de tentar atrapalhar a apuração do caso, de acordo com a Polícia Civil (PC).
LEIA TAMBÉM
- Doméstica e marido são presos por desviar R$ 360 mil da patroa idosa em Inhumas
- Casal é preso no setor Marista após sacar R$ 800 mil e não explicar origem do dinheiro
A prisão ocorreu no último dia 6, embora a vítima negou veementemente que havia sido baleada pelo marido. A mulher foi atingida pelo disparo no dia 4 de de novembro de 2025, sendo que a bala entrou pelo pescoço e saiu próximo a orelha. Para o delegado Sandro Leal, o cenário evidência uma típica relação de violência doméstica.
“Ele estava em um bar, havia bebido e, então, discutiram. O disparo foi em um quarto, onde estavam apenas os dois. Ela relatou que já havia sido agredida por ele cerca de cinco vezes, mas nunca denunciou. Descobrimos a autoria por meio de mensagens, onde eles estavam combinando a versão que seria apresentada. Ela perguntou o que deveria falar”, afirma.
- Influenciadora presa em Goiânia foi levada junto do marido; veja quem ele é
- Doméstica e marido são presos por desviar R$ 360 mil da patroa idosa em Inhumas
O homem, inclusive, tentou esconder o crime desde quando a vítima estava internada, já combinando a versão antes mesmo de serem ouvidos. A corporação identificou ainda que o suspeito tinha o costume de ameaçar a vítima com a arma de fogo usada no crime.
“Com a completa elucidação dos fatos e a prisão do agressor, a Polícia Civil interrompeu um ciclo de violência doméstica que poderia evoluir para um feminicídio, reafirmando o compromisso institucional com a proteção das mulheres e o enfrentamento qualificado à violência de gênero”, concluiu.


