“Não há que se falar na possibilidade do autor alegar que não tinha conhecimento do estado gravídico dela”
Homem que atirou em mulher grávida em Itumbiara tinha consciência da gestação, diz delegado (Foto: Freepik)
O delegado Felipe Sala disse que o homem acusado de atirar em uma mulher grávida na porta de um bar em Itumbiara no sábado (7) tinha consciência da gestação. Conforme o policial, a gravidez era notória. “Não há que se falar na possibilidade do autor alegar que não tinha conhecimento do estado gravídico dela. Então, ele vai responder não só pela tentativa de homicídio qualificada contra a mulher, mas também pelo aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante”, disse ao Mais Goiás nesta terça-feira (9).
Maria Fernanda, grávida de cinco meses, perdeu o bebê. O óbito foi constatado por meio de ultrassom, que não detectou batimentos cardíacos, na segunda-feira (9). A jovem de 24 anos permanece internada no Hospital Estadual de Itumbiara em estado grave, porém estável. Ela está acordada e consciente.
O suspeito do crime foi identificado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) como Jamil Eduardo Marques Rezende. Ele ainda não foi detido. “O mandado de prisão deve sair ainda nesta terça ou quarta-feira. Mas já estamos cumprindo diligências para realizar a captura”, afirmou o delegado. Suspeito e vítima não tinham qualquer relação.
Crime
Câmeras de segurança registraram o momento em que o investigado atira contra a vítima. Nas imagens, é possível ver quando a gestante, que estava em cima de uma bicicleta, discute com um suspeito. Durante a verbalização, o homem chega a dar dois tapas no rosto da mulher, que reage jogando bebida no investigado.
Logo em seguida, o homem saca a pistola e usa a arma para agredir a jovem novamente no rosto. Neste momento, ela parte para cima dele, que efetua dois disparos contra o tórax da vítima, que se desequilibra e cai em cima da bicicleta. A grávida foi socorrida e encaminhada ao Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos (HEI).
Conforme o delegado, o suspeito é um velho conhecido da polícia, acumulando passagens por homicídio tentado, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica. Para o investigador, não houve motivação específica para o crime. “Foi uma ação rápida e repentina. Ele chegou ao local e mexeu com ela, impondo superioridade pelo fato de estar armado. Foi uma espécie de afronta”, concluiu o delegado.


