Família reconhece enterro como etapa importante do luto, mas não esquece da luta por justiça
Família se despede de corretora assassinada em Caldas Novas durante sepultamento em Uberlândia (Foto: Reprodução/G1 Goiás)
O corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi finalmente sepultado na tarde de quarta-feira (4), 48 dias após o seu desaparecimento e assassinato em Caldas Novas. O enterro, realizado no Cemitério e Crematório Parque dos Buritis, em Uberlândia (MG), cidade onde ela nasceu, só foi possível após confirmação oficial da identidade dos restos mortais por meio de exame de DNA.
O sepultamento foi acompanhado por familiares e amigos próximos, que seguiram em cortejo e, em vários momentos, pediram justiça. Balões brancos, vermelhos e azuis foram soltos em homenagem à corretora. A cerimônia foi marcada por forte comoção e descrita pelos presentes como o encerramento de um capítulo extremamente doloroso.
“Sinto que minha filha finalmente tem um lugar. É um dia de despedida, mas também de força para seguir em frente e buscar justiça”, disse a mãe de Daiane, Nilse Alves, emocionada. Para a família, o enterro representou um passo importante no processo de luto, interrompido desde o desaparecimento da corretora.
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A irmã da vítima, Fernanda Alves, reforçou que a despedida não encerra a luta da família. “Vamos continuar buscando justiça para que a morte da Daiane não seja em vão”, afirmou.
Identificação e liberação do corpo
A identidade de Daiane foi confirmada por meio de exame de DNA realizado pela Polícia Técnico-Científica, após a localização de restos mortais em uma área de mata às margens da GO-213. Devido ao avançado estado de decomposição, os dentes foram o único material biológico viável para análise. O procedimento odontológico levou cerca de cinco dias, seguido do teste genético, que confirmou a identidade da corretora.
Após a conclusão dos exames, o Instituto Médico Legal (IML) liberou o corpo para a família, permitindo o traslado até Uberlândia para o sepultamento.
O síndico do prédio onde Daiane morava, que confessou o crime, e o filho dele permanecem presos. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do homicídio.

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