Jovem Pan > Notícias > Brasil > Saiba como andam as buscas por crianças desaparecidas há 1 mês no Maranhão
Uma força tarefa montada com agentes da polícia, dos bombeiros e do Exército continuam com as operações para encontrar os irmãos Ágatha e Allan
Reprodução/Redes sociais
Allan Michel, de 4 anos, e Ágatha Isabelly, de 6, desapareceram em área de mata no interior do Maranhão após saírem com o primo para brincar
O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completou um mês nesta quarta-feira (4). Eles sumiram em uma área de mata próxima à comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, na zona rual de Bacabal, no interior no Maranhão, após saírem com o primo, Anderson Kauan, de 8 anos, para brincar. Equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e Militar, da Força Estadual, do Centro Tático Aéreo e do Exército Brasileiro seguem em buscas das crianças.
O comandante geral do Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, coronel Célio Roberto, disse que a corporação dividiu a região onde os irmãos se perderam em “45 quadrantes”, e cada uma dessas áreas foram “vistoriadas minuciosamente”. As equipes de resgate também utilizam equipamentos tecnológicos, como drones com câmeras térmicas e sonar.
“Posso destacar, por exemplo, o uso de drones à noite, nós conseguimos detectar animais pequenos circulando na região […] No rio, a Marinha utilizou o sonar e fez uma varredura por um perímetro considerado favorável e de interesse para as buscas em caso de afogamento”, declarou Roberto.
Além de equipamentos tecnológicos, a força tarefa em busca das crianças está acompanhada de cães farejadores. Martins informou que os animais “marcaram” alguns pontos da mata. Isso significa, segundo ele, que os agentes têm conhecimento dos locais por onde Ágatha e Allan passaram. Uma dessas localidades seria o imóvel conhecido como “Casa Caída”, que fica às margens do rio Merim, cerca de 3,5 km de São Sebastião dos Pretos, e foi o último lugar onde os irmãos estiveram com o primo.
Vestígios encontrados
O delegado Ederson Martins, da Polícia Civil do Maranhão, informou que as equipes de busca localizaram vestígios na mata, como pegadas e fezes. No entanto, ele disse que não tem como atribuir aos irmãos, porque o primo também estava desaparecido.
Anderson Kauan foi encontrado em 7 de janeiro, em uma estrada da comunidade quilombola de Santa Rosa dos Pretos, na zona rural de Bacabal. A distância entre o local e o povoado onde as três crianças moram é de cerca de 7 km em linha reta.
Em entrevista ao portal g1, Martins declarou que não serão divulgadas mais informações sobre locais que as crianças estiveram após a “Casa Caída”. O delegado disse que a decisão é para “não atrapalhar as investigações”.
Abertura de inquérito
Em nota enviada à Jovem Pan, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que a Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o sumiço dos irmãos. Com o avanço da operação para encontrar Ágatha e Allan, houve “reforço do efetivo” com mais de 260 agentes e mais de mil voluntários envolvidos na força tarefa.
Além disso, a SSP-MA disse que “toda a área de mata foi minuciosamente percorrida, assim como o leito do rio Mearim e os lagos da região, dentre eles o Lago Limpo e o Lago da Mata”. Sobre a varredura com sonar feita pela Marinha, a secretaria declarou que, de 18 a 22 de janeiro, as buscas subaquáticas abrangeram mais de 19 km.
“Durante os trabalhos, foram identificados 11 pontos de interesse submersos, posteriormente verificados por mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, sem que fossem encontrados vestígios dos desaparecidos”, afirmou a SSP-MA.
Outra medida adotada, segundo a secretaria, foi a “ativação do protocolo Amber Alert”. O recurso viabiliza o envio de mensagens de alerta por meio do Facebook e Instagram. Também foi disponibilizado canais para recebimentos de informações sobre as crianças. Um desses meios é o Disque-Denúncia Maranhão, no número 181.




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