Foto: Carteira de Trabalho, cédulas de cem reais, salário mínimo – Foto: filipefrazao/ Istockphoto.com
O salário mínimo nacional passou a valer R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O reajuste de 6,79% sobre o valor anterior impacta diretamente diversos benefícios pagos pelo governo federal.
Milhões de trabalhadores, aposentados e desempregados recebem valores corrigidos. A atualização serve como referência para aposentadorias, abono salarial e seguro-desemprego.
Os pagamentos com os novos montantes começam a ser depositados no fim de janeiro e ao longo de fevereiro. Beneficiários já consultam calendários oficiais para planejar recebimentos.
Novo salário mínimo nacional
O piso salarial atingiu R$ 1.621 neste ano. O aumento representa ganho real acima da inflação acumulada no período anterior.
O valor diário corresponde a R$ 54,04. Já o hourly equivale a R$ 7,37, considerando jornada padrão de trabalho.
Impactos gerais nos benefícios
Diversos programas governamentais utilizam o salário mínimo como base de cálculo. A correção automática eleva pisos de pagamentos previdenciários e trabalhistas.
Mais de 39 milhões de segurados do INSS sentem o efeito direto. Trabalhadores formais e desempregados também acessam valores maiores.
Detalhes do reajuste no INSS
Aposentadorias e pensões pagas pelo INSS acompanham a mudança no piso nacional. Benefícios mínimos agora equivalem a R$ 1.621. Segurados que recebem acima do mínimo tiveram correção de 3,9%. O teto previdenciário subiu para R$ 8.475,55.
Cerca de 27 milhões de beneficiários ganham exatamente um salário mínimo. Outros 12 milhões recebem valores intermediários até o limite máximo. Pagamentos referentes a janeiro iniciam no fim do mês. Calendário separa depósitos para quem ganha até o piso e acima dele.
- Benefícios até um salário mínimo: datas a partir de 24 de janeiro.
- Benefícios acima do mínimo: depósitos a partir de 2 de fevereiro.
- Consulta possível pelo aplicativo Meu INSS ou central 135.

Calendário de pagamentos do INSS
O cronograma segue o número final do benefício. Depósitos ocorrem em dias úteis bancários.
Beneficiários consultam datas exatas nos canais oficiais. Planejamento evita surpresas no orçamento familiar.
Abono salarial PIS/PASEP em 2026
O abono salarial varia conforme meses trabalhados no ano-base. Valor máximo atinge R$ 1.621 para quem completou 12 meses.
Pagamento proporcional divide o mínimo por 12. Cada mês trabalhado garante fração correspondente.
- 1 mês: aproximadamente R$ 135.
- 3 meses: cerca de R$ 406.
- 6 meses: próximo de R$ 811.
- 9 meses: valor perto de R$ 1.216.
- 12 meses: total de R$ 1.621.
Novo calendário fixo do abono
A partir de 2026, pagamentos do PIS/PASEP ganham datas permanentes. Depósitos ocorrem no dia 15 de cada mês ou primeiro dia útil seguinte.
Cronograma inicia em 15 de fevereiro para nascidos em janeiro. Termina em 15 de agosto para nascidos em novembro e dezembro.
Valores ficam disponíveis para saque até 30 de dezembro. Consulta abre a partir de 5 de fevereiro nos canais digitais. Trabalhadores acessam informações pela Carteira de Trabalho Digital. Aplicativos da Caixa e portal gov.br também liberam dados.
Requisitos para receber o abono
Direito ao benefício exige cadastro há pelo menos cinco anos. Remuneração média mensal não pode ultrapassar dois salários mínimos no ano-base. Atividade formal mínima de 30 dias também conta. Inscrição no RAIS ou eSocial garante registro correto.
Seguro-desemprego atualizado
Parcelas do seguro-desemprego não ficam abaixo do salário mínimo. Valor mínimo agora é R$ 1.621. Teto máximo das parcelas alcança R$ 2.518,65. Cálculo considera média dos três últimos salários antes da demissão.
Tabela progressiva de cálculo
O benefício segue faixas salariais na média dos últimos meses. Percentuais aplicam valores diferentes por faixa.
- Até R$ 2.139,00: parcela de 80% da média.
- De R$ 2.139,01 a R$ 3.565,00: 80% até o limite mais 50% do excedente.
- Acima de R$ 3.565,00: valor fixo no teto.
Número de parcelas varia de três a cinco. Depende do tempo de trabalho e pedidos anteriores. Solicitação ocorre pelo portal gov.br ou aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Atendimento presencial disponível nos postos do Sine.
Quem tem direito ao seguro-desemprego
Trabalhadores dispensados sem justa causa acessam o benefício. Tempo mínimo de carteira assinada exigido varia conforme solicitação. Primeira vez requer 12 meses nos últimos 18. Segunda demanda nove meses nos últimos 12. Terceira aceita seis meses consecutivos.
Outros programas afetados
Benefício de Prestação Continuada (BPC) também usa o mínimo como referência. Pagamentos para idosos e pessoas com deficiência seguem o piso.
Contribuições previdenciárias de autônomos e facultativos ajustam valores. Faixas de recolhimento acompanham a atualização anual.
Planejamento financeiro para beneficiários
A correção dos valores ajuda no controle de despesas mensais. Famílias dependentes de benefícios organizam melhor o orçamento.
Consulta regular aos canais oficiais evita perda de prazos. Atualizações constantes mantêm informações precisas.
Acesso aos canais digitais
Plataformas gov.br concentram serviços relacionados. Aplicativos facilitam consultas sem deslocamento.
Central telefônica 135 atende dúvidas sobre INSS. Linha da Caixa esclarece questões do PIS/PASEP.
Perspectivas para o ano
Os reajustes acompanham política de valorização do mínimo. Correções anuais preservam poder de compra. Trabalhadores e beneficiários acompanham divulgações oficiais. Mudanças futuras dependem de índices econômicos.

