Estêvão estreia no fim e Chelsea segura 0 a 0 contra Bournemouth em jogo morno pela 15ª rodada

Redação
7 Min Read
Estêvão estreia no fim e Chelsea segura 0 a 0 contra Bournemouth em jogo morno pela 15ª rodada

Chelsea e Bournemouth terminaram o confronto da 15ª rodada da Premier League em 0 a 0, neste sábado, no Vitality Stadium, em Bournemouth, Inglaterra. O jogo ocorreu às 12h (horário local de Londres), com o time londrino desperdiçando a oportunidade de reduzir a distância para o líder Arsenal após a derrota do rival mais cedo. A partida destacou a falta de precisão ofensiva dos Blues, que não marcaram pela primeira vez na competição desde agosto.

O técnico Enzo Maresca optou por escalações conservadoras, com o brasileiro Estêvão iniciando no banco de reservas e entrando apenas aos 30 minutos do segundo tempo. A defesa do Chelsea, liderada por Robert Sánchez, foi o destaque, garantindo o ponto fora de casa em um duelo marcado por poucas chances claras.

  • Chelsea domina posse de bola com 58%, mas converte apenas 2 de 12 finalizações em chutes no alvo.
  • Bournemouth cria 5 oportunidades, incluindo gol anulado aos 4 minutos por impedimento.
  • Substituições: Estêvão por Garnacho (75′), João Pedro por Palmer (57′).

O resultado deixa o Chelsea na quarta posição, com 25 pontos, enquanto o Bournemouth soma 20 e ocupa o 13º lugar.

Pressão inicial dos donos da casa

Bournemouth pressionou nos minutos iniciais e quase abriu o placar aos 4 minutos. Evanilson recebeu passe de Alex Scott em posição de impedimento, finalizou para o bloqueio de Chalobah, e a sobra caiu para Antoine Semenyo, que mandou para as redes, mas o VAR anulou o gol após revisão de dois minutos.

O time de Andoni Iraola manteve o ritmo, com Marcus Tavernier testando Sánchez aos 12 minutos em um chute forte de fora da área. O goleiro espanhol defendeu com segurança, mantendo o equilíbrio no placar.

Chelsea respondeu timidamente, com posse de bola superior, mas sem ameaçar o arco de Marko Petrović. A etapa inicial terminou sem gols, refletindo a eficiência defensiva de ambos os lados.

Mudança de postura no segundo tempo

Chelsea voltou mais agressivo após o intervalo e criou as melhores chances nos primeiros cinco minutos. Alejandro Garnacho cabeceou na trave após cruzamento de Pedro Neto, aos 48 minutos, forçando Petrović a uma defesa milagrosa na sequência.

Cole Palmer, de volta ao time titular após lesão, finalizou de longe aos 52 minutos, mas o goleiro croata espalmou para escanteio. A entrada de João Pedro aos 57 minutos, substituindo Palmer, trouxe mais mobilidade ao ataque londrino.

Bournemouth recuou e apostou em contra-ataques, com Justin Kluivert isolando Semenyo aos 65 minutos, mas o cruzamento saiu pela linha de fundo. O jogo ganhou em intensidade, mas faltou qualidade nas finalizações.

Destaques individuais em campo

Robert Sánchez brilhou entre os postes do Chelsea, com cinco defesas cruciais que garantiram o clean sheet. O espanhol, que enfrentou críticas no início da temporada, mostrou segurança em saídas de bola e interceptações aéreas.

No Bournemouth, Alex Scott organizou o meio-campo com 89% de passes certos e duas assistências potenciais para chutes. Semenyo, com sua velocidade, foi o mais perigoso, terminando com três finalizações.

Estêvão, o jovem brasileiro de 18 anos, entrou aos 75 minutos e ajudou na transição rápida pela direita, mas sem criar chances decisivas em seus 15 minutos em campo. Marc Guiu, que substituiu o lesionado Liam Delap no primeiro tempo, recebeu cartão amarelo aos 68 minutos por falta tática.

Reece James, capitão do Chelsea, contribuiu com dois desarmes e um cartão amarelo aos 82 minutos, em uma entrada dura sobre Kluivert.

Lesão de Delap e ajustes táticos

Liam Delap saiu lesionado no ombro aos 35 minutos do primeiro tempo, forçando Maresca a adiantar Guiu para o ataque. O inglês, que marcou apenas um gol em 14 jogos, era a opção mais física no setor ofensivo.

A mudança afetou o equilíbrio, com Chelsea recuando linhas para conter as investidas do Bournemouth. Iraola, do lado dos Cherries, promoveu Adli aos 70 minutos para reforçar o meio, mas o time perdeu ímpeto.

O empate reflete a fase irregular das equipes: Chelsea com apenas uma vitória nos últimos seis jogos, e Bournemouth sem triunfos em cinco partidas.

Números que definem o confronto

O jogo apresentou domínio estatístico do Chelsea em posse, mas eficiência baixa no ataque. Bournemouth, por sua vez, foi mais vertical nas transições.

  • Posse de bola: Chelsea 58% x Bournemouth 42%.
  • Finalizações: 12 x 9 (Chelsea x Bournemouth).
  • Chutes no alvo: 2 x 5.
  • Escanteios: 6 x 4.
  • Faltas: 11 x 8.

Esses dados destacam a solidez defensiva como fator decisivo, com Sánchez registrando nota 8,5 em avaliações pós-jogo. Petrović, do Bournemouth, também pontuou alto com 7,8.

Escalações e contexto da rodada

As equipes entraram em campo com formações 4-2-3-1, priorizando equilíbrio. Chelsea escalou Sánchez; Cucurella, Chalobah, Fofana, Gusto; Fernández, James; Garnacho, Palmer, Neto; Delap. Bournemouth alinhou Petrović; Smith, Diakité, Senesi, Truffert; Scott, Jiménez, Tavernier, Kluivert, Semenyo; Evanilson.

A rodada 15 viu surpresas, como a vitória do Aston Villa sobre o Arsenal e o empate do Manchester City. Chelsea, agora a oito pontos do topo, enfrenta a Atalanta na Liga dos Campeões na terça-feira, em Bergamo, Itália, às 16h (horário local).

Bournemouth recebe o Manchester United em 15 de dezembro, em casa, buscando quebrar a sequência negativa. O ponto conquistado pode servir de base para ajustes táticos de Iraola.

Avaliações pós-partida

Enzo Maresca destacou a falta de qualidade no terço final, mas elogiou a resiliência defensiva. “Controlamos o jogo, mas erramos passes decisivos”, disse o técnico italiano. Robert Sánchez reforçou: “Mantivemos a concentração e fizemos o dever de casa com o clean sheet”.

Andoni Iraola viu méritos no desempenho de seu time: “Criamos mais no primeiro tempo e merecíamos algo, mas o empate é justo”. Fãs do Chelsea expressaram frustração nas redes, apontando a necessidade de reforços no ataque.

O confronto reforça a competitividade da Premier League, com o Chelsea precisando de vitórias para pressionar os líderes.

Share This Article