13º salário: o que explica os descontos na segunda parcela

A segunda parcela do 13º salário deve ser paga até 20 de dezembro de 2025 por todos os empregadores com carteira assinada. Diferente da primeira parcela, recebida geralmente em novembro sem retenções, esta complementação sofre descontos integrais de INSS e, em alguns casos, de Imposto de Renda. O impacto reduz o valor líquido e surpreende muitos trabalhadores que esperam receber quantia semelhante à antecipação.

A legislação trabalhista determina que os tributos incidam apenas na segunda parcela para facilitar o pagamento do benefício ao longo do ano. Especialistas apontam que a falta de planejamento causa frustração no fim do ano.

  • Prazo final: 20 de dezembro de 2025
  • Incidência: INSS sobre o valor total do 13º
  • IRRF: retido na fonte para quem supera a faixa de isenção
  • Sem descontos: primeira parcela (geralmente 50% do benefício)

Como funcionam os descontos obrigatórios

A contribuição ao INSS segue a tabela progressiva vigente em 2025. As alíquotas variam de 7,5% a 14% dependendo da faixa salarial.

O desconto máximo ocorre para salários acima de R$ 992,22 (teto do INSS em valores projetados para o período). Trabalhadores com renda maior sentem redução mais expressiva no valor final.

Quando o Imposto de Renda também é retido

O IRRF incide apenas sobre a segunda parcela para quem recebe acima da faixa de isenção mensal equivalente. A tabela de 2025 mantém isenção até R$ 2.259,20 aproximadamente.

A retenção considera o valor anual do 13º somado aos demais rendimentos. Empregados com salário variável ou horas extras enfrentam alíquotas efetivas maiores.

Décimo terceiro
Décimo terceiro – Foto: Saulo Angelo/ Istockphoto.com

Diferença entre primeira e segunda parcela

A primeira parcela funciona como adiantamento e chega sem qualquer desconto previdenciário ou tributário. Muitos trabalhadores utilizam esse valor para despesas de fim de ano.

Na segunda parcela, o empregador desconta tudo de uma vez. Essa concentração de retenções explica por que o valor líquido costuma ser bem inferior ao esperado.

Planejamento evita surpresas em dezembro

Reservar parte do benefício recebido em novembro ajuda a cobrir os descontos futuros. Especialistas recomendam separar pelo menos 20% a 30% do adiantamento.

Quitar dívidas com juros altos antes de janeiro reduz custos financeiros. O dinheiro do 13º rende mais quando usado para negociar débitos atrasados.

Gastos dedutíveis podem reduzir IR em 2026

Despesas com saúde, educação e previdência privada realizadas até 31 de dezembro entram na declaração de 2026. Recebimentos de notas fiscais agora aumentam o potencial de restituição futura.

O 13º salário pode financiar consultas, exames particulares ou aportes em PGBL. Esses movimentos diminuem a base de cálculo do imposto no próximo ano.

Tabela prática de alíquotas do INSS em 2025

A contribuição segue quatro faixas principais:

  • Até R$ 1.412,00 – alíquota de 7,5%
  • De R$ 1.412,01 até R$ 2.666,68 – 9%
  • De R$ 2.666,69 até R$ 4.000,03 – 12%
  • Acima de R$ 4.000,03 até o teto – 14%

Os valores exatos são ajustados anualmente pelo governo federal.

A segunda parcela do 13º salário representa complemento obrigatório para trabalhadores com carteira assinada e segue regras específicas de tributação que diminuem o valor líquido recebido em dezembro.