O terceiro episódio do MasterChef Celebridades, exibido pela Band na noite de terça-feira (2), marcou 0,9 ponto de média na Grande São Paulo, conforme dados consolidados da Kantar Ibope Media. A atração, que estreou em 18 de novembro, acumula perda de 25% no público desde o início, posicionando-se como a temporada de pior desempenho na história do formato no Brasil. Apresentado por Erick Jacquin, com jurados Helena Rizzo e Henrique Fogaça, o reality compete no horário das 22h25 às 0h24, mas enfrenta concorrência de programas como Dona de Mim, na Globo, que atingiu 22,2 pontos no dia.
A versão com celebridades segue o padrão de declínio observado em edições recentes do MasterChef, mas esta é a primeira dedicada exclusivamente a famosos desde especiais de fim de ano em 2020 e 2021. Os números indicam 2,2% de share, ou seja, 2,2% das TVs ligadas no horário sintonizaram a Band, enquanto a RedeTV! registrou 0,8 ponto com TV Fama e reprise de Operação de Risco. A emissora mantém o quarto lugar geral, mas o reality não consegue repetir o sucesso de picos como os 2,3 pontos da final da temporada de amadores em setembro.
Dados do mercado mostram que o episódio incluiu desafios como rodízio de pizzas para influenciadores de eSports, mas o engajamento não se refletiu na tela. A queda ocorre em meio a uma grade noturna onde a Globo domina com 21,8 pontos no Jornal Nacional, e o SBT alcança 4,3 no Programa do Ratinho.
- Pico de 1,2 ponto durante a exibição.
- Sintonia equivalente a cerca de 175 mil domicílios na região.
- Queda semanal: de 1,2 na estreia para 0,9 agora.
Elenco diversificado enfrenta desafios na cozinha
Os 12 participantes do MasterChef Celebridades representam áreas variadas, de jornalismo a música e esportes, o que visa atrair públicos distintos. Rachel Sheherazade, jornalista, e Valesca Popozuda, cantora, destacaram-se em provas iniciais, enquanto eliminações como a de Hugo Alves na estreia e Leonardo Miggiorin no segundo episódio ajustam a dinâmica. A produção da Endemol Shine Brasil adaptou formatos clássicos, como a Prova do Muro, para testar a coordenação entre duplas separadas por paredes.
A inclusão de atletas como Maurren Maggi, medalhista olímpica, adiciona elementos de persistência aos desafios, com foco em pratos que exigem precisão técnica. Influenciadores como John Drops trazem irreverência, recriando receitas com toques pessoais, mas os jurados enfatizam critérios rigorosos de sabor e apresentação. O elenco inicial contava com atores como Julianne Trevisol e Luciano Szafir, que seguem na competição após harmonizações com vinhos no episódio recente.
Evolução das edições anteriores do formato
O MasterChef Brasil, licenciado da franquia britânica, estreou na Band em 2014 com médias acima de 3 pontos, mas edições recentes mostram tendência de declínio. A temporada de profissionais em 2023 marcou 2,1 de média geral, enquanto a de amadores em 2024 chegou a 1,8, com final em 2 pontos. Versões como Júnior e + (para idosos) variaram entre 2 e 4 pontos, mas nenhuma com celebridades em temporada completa até agora.
A adaptação para famosos segue sucessos internacionais, como na Espanha, onde a audiência cresceu 15% em edições semelhantes. No Brasil, especiais de Natal em 2020 registraram picos de 2,5 pontos, incentivando a expansão. A Band investe em 10 episódios semanais até janeiro de 2026, com reprises no Discovery Home & Health e HBO Max para ampliar o alcance.
Fatores como a pandemia alteraram formatos em 2020, com seletivas online e menos participantes, impactando números para 2 pontos médios. A volta ao estúdio em 2021 estabilizou em 2,3, mas o público migra para streaming, onde episódios acumulam visualizações no YouTube oficial da Band.
Premiação e expectativas para a final
O vencedor recebe R$ 350 mil em dinheiro, bolsa no Le Cordon Bleu, R$ 50 mil do iFood, consultoria para restaurante, cartão Havan de R$ 30 mil, R$ 100 mil da Asaas e o troféu. Participantes em segundo lugar doam R$ 5 mil para instituições, reforçando o caráter beneficente. A final, prevista para 23 de dezembro, pode ajustar estratégias de divulgação para reverter a baixa sintonia.
A emissora planeja temporadas mistas em 2026, combinando amadores e famosos, após a de profissionais confirmada para maio. Gravações ocorreram de agosto a novembro, com direção de Marisa Mestiço, garantindo produção local adaptada ao público brasileiro. O prêmio totaliza benefícios acima de R$ 500 mil, incentivando competidores a investir em carreiras gastronômicas pós-programa.
Plataformas digitais registram engajamento maior, com clipes de eliminações somando milhões de views, contrastando com a TV linear. A Band avalia ajustes no horário ou promoções cruzadas para elevar ibope na reta final.
Desafios culinários testam limites dos famosos
A primeira prova em equipe do terceiro episódio simulou serviço real com rodízio de pizzas, exigindo divisão de tarefas sob pressão. Participantes como Gilmelândia e Dodô, do Pixote, coordenaram massas e recheios para um grupo de gamers, mas erros em harmonizações levaram à eliminação de Márcia Goldschmidt. Ceviche com espumante revelou falhas em acidez, com jurados priorizando equilíbrio de sabores.
Provas como Caixas Misteriosas e Leilão MasterChef incorporam elementos surpresa, adaptados para o perfil dos famosos. Maurren Maggi destacou-se em desafios de precisão, usando experiência atlética para manuseio de ingredientes. O episódio incluiu degustação de insetos, testando aceitação cultural, com reações variadas entre os competidores.
A dinâmica em duplas separadas pela Prova do Muro forçou comunicação verbal, expondo falhas em sincronia. Luciano Szafir obteve elogios por pratos inovadores, enquanto Tiago Piquilo ajustou técnicas sertanejas para fusões gastronômicas. Cada eliminação reduz o grupo para nove, intensificando a disputa.
Histórico de audiência na faixa noturna da Band
Comparações com noites anteriores mostram o MasterChef Celebridades como o pior entre spin-offs recentes. Em 2 de dezembro, o Jornal da Band marcou 3 pontos antes do reality, caindo para 0,9 na atração principal. Edições de 2024, como a 11ª temporada, iniciaram com 2,3 pontos, mas estabilizaram em 1,8 geral.
A concorrência noturna inclui A Fazenda 17, na Record, com 6,9 pontos, e The Noite, no SBT, em 2 pontos. A Band historicamente fica em quarto, mas picos como 2,8 no Jornal da Band SP indicam potencial em telejornais. Streaming complementa, com episódios no Bandplay disponíveis no dia seguinte.
Análises de mercado apontam migração para plataformas online, onde o MasterChef acumula 1 milhão de views por clipe. A emissora ajusta promoções em redes para reter público jovem, focando em bastidores e entrevistas.
Participantes restantes buscam virada na competição
Com nove competidores, o grupo inclui perfis resilientes como Julianne Trevisol, que equilibra atuação e culinária em provas de textura. John Drops inova com toques digitais em apresentações, enquanto Rachel Sheherazade aplica precisão jornalística em medições. A eliminação de Goldschmidt equilibra gêneros, com foco em duelos individuais adiante.
Provas futuras envolverão fusões culturais, como pratos brasileiros com influências asiáticas, testando criatividade. Valesca Popozuda planeja recheios ousados em pizzas, inspirados em ritmos funk. O ritmo semanal mantém tensão, com gravações concluídas e edições pós-produzidas para exibição imediata.
A diversidade etária, de 20 a 60 anos, enriquece interações, com mentoria informal entre veteranos como Szafir e novatos. Expectativa recai sobre repescagens potenciais, anunciadas para episódios intermediários.
Formato internacional adapta-se ao Brasil
O MasterChef Celebridades segue o modelo britânico Celebrity MasterChef, com 120 minutos por episódio e ênfase em caridade. No Brasil, a Band localiza desafios com ingredientes regionais, como em ceviches com peixes amazônicos. A franquia global, criada por Franc Roddam, acumula sucessos em 60 países, mas adaptações locais variam audiências.
Edições australianas com famosos atingiram 1 milhão de viewers semanais, contrastando com os 175 mil domicílios do episódio brasileiro. A produção investe em estúdio com padrões verticais quentes, facilitando filmagens. Parcerias com iFood e Havan integram prêmios práticos, como cartões para compras gastronômicas.
Expansão para HBO Max e YouTube visa recuperação, com episódios completos liberados 24 horas após a TV. A Band planeja spin-offs anuais, alternando amadores e profissionais para sustentar a grade.

