O Flamengo inicia discussões internas sobre o elenco para 2026, logo após o tetracampeonato da Libertadores conquistado em 28 de novembro de 2025, em Lima, no Peru. A vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, com gol de Danilo, mantém o clube na liderança do Brasileirão, mas especulações sobre saídas de jogadores como Michael e Everton Cebolinha já circulam na imprensa. Essas movimentações visam equilibrar a folha salarial e ajustar o setor ofensivo, sem decisões oficiais anunciadas pela diretoria.
Filipe Luís, técnico rubro-negro, participa das avaliações, priorizando opções que se adaptem ao seu esquema tático. O clube, que pode confirmar o título nacional nesta quarta-feira, 3 de dezembro, às 21h30 (horário de Brasília), contra o Ceará no Maracanã, adota cautela em negociações. Propostas do exterior, especialmente do Oriente Médio, surgem como alternativas para os atacantes, mas nada avança além de sondagens.
- Motivos especulados para mudanças: concorrência alta no ataque e necessidade de minutos para os atletas.
- Impacto financeiro estimado: possíveis vendas que recuperem investimentos acima de R$ 100 milhões.
- Posição da diretoria: foco em avaliações individuais, sem confirmações públicas.
Desempenho de Michael levanta debates
Michael, contratado em 2023 por R$ 58 milhões, disputou apenas 12 jogos no Brasileirão de 2025, sem gols ou assistências registradas. Seu retorno do Al-Hilal, na Arábia Saudita, gerou expectativas, mas a chegada de Samuel Lino reduziu suas chances como titular. Relatos indicam que o jogador recusou propostas em julho, priorizando permanência, o que agora alimenta rumores de saída em janeiro.
A comissão técnica avalia que a velocidade de Michael poderia ser útil em rotação, mas a falta de regularidade pesa contra. Em entrevistas recentes, o atacante expressou desejo por mais oportunidades, sem criticar diretamente Filipe Luís. Clubes como Al-Riyadh e Al-Duhail monitoram o caso, com valores especulados em torno de € 4 milhões (R$ 24 milhões).
Essas discussões ocorrem em meio a um ano de conquistas, com o Flamengo invicto em casa na competição nacional.
Cebolinha enfrenta oscilações em campo
Everton Cebolinha, adquirido por R$ 94 milhões em 2022, soma 39 partidas em 2025, com quatro gols e quatro assistências. Lesões, como ruptura no tendão de Aquiles em julho e problema no iliopsoas em outubro, limitaram sua participação a sete rodadas do Brasileirão. Apesar de momentos de confiança do treinador, como entradas decisivas, o contrato até dezembro de 2026 pressiona por negociações.
O atacante admitiu em entrevista à ESPN, em 1º de dezembro, contatos de seis clubes brasileiros, incluindo Palmeiras e Grêmio, além de uma proposta turca vetada pelo Flamengo. Ele mencionou conversa com Filipe Luís pedindo liberação, mas o clube optou por manter o foco na temporada. Sondagens internacionais surgem como opção para evitar perda gratuita no fim do vínculo.
A diretoria, sob José Boto, analisa o equilíbrio entre retenção e vendas, considerando o pagamento de € 1,5 milhão (R$ 9,3 milhões) ao Benfica se Cebolinha ficar além de junho.
Concorrência no setor ofensivo pressiona
O esquema 4-2-3-1 de Filipe Luís exige profundidade nas pontas, onde Pedro e Bruno Henrique dominam como titulares. Opções como Luiz Araújo e Gonzalo Plata ganharam espaço, deixando Michael com menos de 500 minutos e Cebolinha com 1.445 totais no ano. Essa disputa interna alimenta especulações sobre reformulações para 2026.
Avaliações semanais do elenco priorizam aproveitamento acima de 80% em treinos, critério que ambos os atacantes não atendem consistentemente. O Flamengo monitora perfis como Lassina Traoré para suprir lacunas, mas sem compromissos firmados. A rotação excessiva no ataque expôs fragilidades em transições rápidas durante o Mundial de Clubes.
- Posições em análise: ponta esquerda (Lino vs. Cebolinha) e direita (Araújo vs. Michael).
- Números de 2025: Michael com zero contribuições diretas em 12 jogos; Cebolinha com oito em 39.
- Estratégia tática: ênfase em mobilidade para competições longas.
Mercado árabe surge como destino provável
Clubes do Catar e Arábia Saudita lideram sondagens por Michael, atraídos por sua visibilidade no Brasil. O Flamengo busca retornos acima de R$ 24 milhões, alinhados à política financeira após gastos de R$ 300 milhões em meio de ano. Para Cebolinha, interesses brasileiros esbarram em regras da CBF, que proíbem transferências domésticas durante o Brasileirão.
Uma oferta turca para o ex-Grêmio foi rejeitada em novembro, apesar do apelo do jogador. Empréstimos aparecem como plano B se propostas não avançarem, preservando valor de mercado. O estafe de ambos trabalha em contatos discretos, com o clube aberto a diálogos pós-Brasileirão.
Essas movimentações coincidem com a abertura da janela em janeiro, período de preparação para a temporada.
Planejamento para 2026 envolve renovações
Filipe Luís negocia extensão de contrato até dezembro de 2026, com otimismo para anúncio após o nacional. Sua permanência, ancorada em títulos como Carioca e Libertadores, guia as decisões de elenco. Conversas com Rodolfo Landim e José Boto definem prioridades, como goleiro reserva e zagueiro canhoto.
O grupo atual, com 32 atletas, pode reduzir para otimizar salários estimados em R$ 50 milhões para dispensas. Matheus Cunha tem pré-acordo com Cruzeiro, acelerando buscas. Reforços priorizam o mercado brasileiro para custos abaixo de R$ 100 milhões, adaptados ao 4-2-3-1.
Arrascaeta renovou até 2028, com opções para 2029, estabilizando o meio-campo em meio às especulações.
Fragilidades no ataque demandam ajustes
Lesões crônicas afetaram Cebolinha em 70% dos jogos, enquanto Michael voltou sem ritmo após o exterior. A dependência de Pedro, com 18 gols no Brasileirão, destaca a necessidade de profundidade. Exclusões de convocações recentes sinalizam perda de espaço para ambos.
O Grêmio surge como opção sentimental para Cebolinha, mas salários maiores no exterior atraem. A diretoria enfatiza avaliações médicas, investindo em prevenção após ausências iniciais. Rotatividade visa evitar fadiga em calendários apertados, com foco em dinâmicas ofensivas.
Esses pontos reforçam a cautela em decisões, priorizando desempenho sobre especulações.
Prioridades financeiras guiam negociações
Salários de Michael e Cebolinha somam R$ 20 milhões anuais, alívio especulado com saídas. Vendas de 2025 geraram R$ 513 milhões, incluindo empréstimos de Wesley e Arrascaeta. Orçamento para 2026 projeta R$ 2 bilhões em receitas, sustentando contratações sem riscos.
O mercado árabe promete retornos rápidos, com prêmios por exposição. Cláusulas como a do Benfica pressionam acordos até junho para Cebolinha. José Boto equilibra ambição e sustentabilidade, mantendo foco em títulos.
Renovações como a de Rossi até 2027 avançam, valorizando regularidade em 28 jogos limpos. Danilo discute extensão pós-Libertadores, reforçando a defesa.

