A Federação Internacional de Futebol (Fifa) realiza nesta sexta-feira, 5 de dezembro de 2025, o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026, em Washington, nos Estados Unidos. O evento ocorre às 12h locais (14h de Brasília) no Kennedy Center e define os adversários iniciais das 48 seleções participantes. No entanto, a entidade adia a divulgação da ordem dos jogos, horários e locais para o sábado, visando ajustes logísticos em três países-sede.
O Brasil, posicionado no pote 1 como cabeça de chave, participa do torneio expandido que acontece de 11 de junho a 19 de julho de 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México. A medida da Fifa responde à complexidade de coordenar 104 partidas em múltiplos fusos horários, priorizando transmissões globais e condições para equipes e torcedores.
Essa estrutura inédita com 12 grupos de quatro times cada avança os dois melhores de cada chave para os oitavas de final, totalizando 32 equipes no mata-mata.
- Principais sedes nos EUA: 11 cidades, incluindo Nova York e Los Angeles, com 78 jogos no total.
- México e Canadá: Três e duas cidades, respectivamente, focando em estádios icônicos como Azteca.
- Fase de grupos: Partidas entre 11 e 27 de junho, com horários variando de 13h a 22h de Brasília.
Potes e critérios do sorteio
A Fifa distribui as seleções em quatro potes baseados no ranking atual, garantindo equilíbrio continental. O pote 1 inclui os anfitriões e as nove melhores equipes ranqueadas, como Brasil, Argentina e França. Cada grupo terá uma seleção de cada pote, exceto para europeus, limitados a duas por chave.
Classificação fornecida por Sofascore
O processo inicia com os cabeças de chave fixos: México no grupo A, Canadá no B e Estados Unidos no D. As demais bolinhas são sorteadas para grupos A a L, respeitando restrições geográficas para evitar confrontos precoces entre sul-americanos ou africanos.
Classificação fornecida por Sofascore
Uma novidade alterna os quatro primeiros ranqueados em lados opostos do chaveamento: Espanha no A, Argentina no B, França no A e Inglaterra no B. Isso impacta o caminho do Brasil, que pode enfrentar rivais fortes nas fases eliminatórias.
Classificação fornecida por Sofascore
Seis vagas permanecem em aberto pelas repescagens, definidas em março de 2026, o que deixa os grupos provisórios até lá.
Classificação fornecida por Sofascore
Sedes e logística do torneio
Os Estados Unidos concentram a maioria das partidas em 11 estádios distribuídos por quatro fusos horários, de Seattle a Miami. O México usa três arenas, incluindo o Azteca para a abertura em 11 de junho às 15h de Brasília, enquanto o Canadá tem duas sedes em Toronto e Vancouver.
A tabela preliminar da Fifa já marca datas genéricas, como jogos do grupo G em 14 de junho em Seattle e Los Angeles. A alocação final considera distâncias para minimizar viagens longas e otimizar audiências televisivas.
Essa divisão geográfica representa um desafio inédito, com 16 cidades ao todo e foco em acessibilidade para fãs internacionais.
O evento de sábado, às 14h de Brasília, encaixa as equipes nos slots pré-definidos, revelando confrontos exatos como Brasil x adversário em data específica.
Formato expandido com 48 seleções
A Copa de 2026 introduz 48 times pela primeira vez, expandindo de 32 para incluir mais nações de confederações menores. Os 12 grupos avançam 24 equipes diretamente aos oitavas, seguidos por dezesseis-avos de final com os oito melhores terceiros lugares.
Cada seleção joga três partidas na fase inicial, com pontos por vitória e empate decidindo classificados. O mata-mata segue em jogo único, com prorrogação e pênaltis em caso de igualdade.
Essa mudança aumenta o número de confrontos para 104, elevando a receita da Fifa em transmissões e ingressos.
O Brasil, atual sétimo no ranking, beneficia-se do pote 1, evitando duelos iniciais com potências como Alemanha ou Portugal.
Possíveis adversários para o Brasil
Como cabeça de chave, o Brasil sorteia um time do pote 2, como Croácia ou Marrocos, um do pote 3, incluindo Noruega ou Egito, e um do pote 4, com opções como Gana ou Haiti. Restrições impedem outro sul-americano no grupo inicial.
Cenários variam: um grupo equilibrado pode unir Brasil, Uruguai (pote 2), Paraguai (pote 3) e Jordânia (pote 4), enquanto um desafiador traria Croácia, Noruega e Curaçao.
A posição no ranking garante 647 combinações possíveis, com foco em evitar “grupos da morte” precoces.
Os repescados europeus e intercontinentais preenchem lacunas, adicionando imprevisibilidade aos confrontos finais.
Preparação das seleções envolvidas
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) monitora o sorteio para planejar logística, incluindo viagens e treinamentos em sedes americanas. Outras nações, como Argentina e França, ajustam calendários de clubes para liberarem jogadores em junho.
A Fifa promove iniciativas para torcedores, como sorteios de ingressos VIP em cada sede, incentivando presença em 16 cidades.
Transmissões globais, incluindo no Brasil pela TV Globo e Sportv, cobrem o evento ao vivo, com análises de ex-jogadores.
Essa etapa marca o início oficial das Eliminatórias finais, com foco em adaptação ao novo formato.
Impacto das repescagens pendentes
Quatro vagas europeias saem de playoffs em março de 2026, envolvendo 16 equipes em quatro grupos: Itália, Ucrânia, Turquia e República Tcheca lideram as chaves. Duas intercontinentais reúnem África, Ásia e Oceania contra América do Sul e Caribe.
Os vencedores entram nos potes 3 e 4, alterando dinâmicas de grupos pós-sorteio. Por exemplo, uma repescagem como Bolívia ou Iraque pode mudar confrontos sul-americanos.
A Fifa atualiza tabelas em março, garantindo integridade até a abertura.
Essa fase adiciona tensão, com 42 seleções já confirmadas, incluindo 10 da Conmebol.

