Após quase 20 anos casados, Gilmar Mendes e Guiomar optam por separação amigável e viagem conjunta

Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e a advogada Guiomar Feitosa anunciaram a separação conjugal neste sábado, 29 de novembro de 2025, em entrevista concedida à Folha de S. Paulo. O casal, que se casou em 2007, encerra assim 18 anos de matrimônio, mas enfatiza a preservação de uma amizade que dura quase 50 anos.

A decisão ocorre em Brasília, onde ambos residem, e reflete um processo refletido ao longo do tempo, sem indícios de conflitos. Guiomar Feitosa declarou que o casal cansou do casamento, mas não da amizade mútua. Já Gilmar Mendes reforçou que nada altera o respeito entre eles.

Os dois se conheceram nos anos 1970, na Universidade de Brasília, durante a graduação em Direito. Inicialmente, seguiram caminhos separados, casando-se com outras pessoas e formando famílias.

  • Amizade inicial na UnB, com altas médias na turma;
  • Namoro iniciado em 2007, após separações anteriores;
  • Casamento oficializado no mesmo ano, unindo famílias extensas.

Encontro inicial na UnB

Gilmar Mendes e Guiomar Feitosa cruzaram caminhos pela primeira vez em 1978, na Universidade de Brasília. Ambos se destacaram na turma de Direito, com as maiores médias acadêmicas.

A relação começou como amizade acadêmica. Guiomar, que se casou jovem aos 18 anos, já era mãe de três filhos na época. Gilmar, solteiro, preparava-se para concurso público.

A amizade se manteve ao longo dos anos, mesmo com distâncias geográficas e compromissos familiares. Gilmar viajou para a Alemanha para estudos de mestrado e doutorado, onde formou sua própria família.

Trajetórias profissionais paralelas

Guiomar Feitosa construiu carreira sólida no Judiciário. Ela atuou como assessora do ministro Marco Aurélio Mello no STF.

Durante a presidência de Marco Aurélio, Guiomar ocupou o cargo de secretária-geral do Tribunal. Essa posição a inseriu nos círculos jurídicos de Brasília.

Gilmar Mendes, por sua vez, avançou na advocacia pública. Ele serviu como Advogado-Geral da União no governo Fernando Henrique Cardoso.

A indicação ao STF veio em 2002, pelo mesmo presidente. Nesse período, a proximidade com Guiomar aumentou, evoluindo para namoro.

O reencontro profissional facilitou o vínculo pessoal. Ambos compartilhavam visões sobre o Direito, fortalecendo a conexão.

Guiomar influenciou relações no Judiciário por quase duas décadas. Sua atuação moldou dinâmicas políticas em Brasília.

Formação do ‘familião’ unido

O casamento em 2007 uniu não só o casal, mas famílias inteiras. Guiomar trouxe cinco filhos e quatro netos para a relação.

Gilmar contribuiu com dois filhos e quatro netos. Os netos do ministro chamam Guiomar de ‘vovó Guio’, apelido carinhoso.

A convivência familiar seguiu harmoniosa ao longo dos anos. Festas e viagens reuniam o grupo, que Guiomar descreve como um ‘familião’.

A decisão de separação não afeta esse laço. O casal afirma que o convívio com filhos e netos permanece inalterado.

Viagens recentes reforçam a transição pacífica. Nesta semana, eles percorreram Lisboa e Roma juntos.

Gilmar participou de eventos jurídicos na Europa. Guiomar o acompanhou, demonstrando apoio contínuo.

Declarações sobre a separação

Guiomar Feitosa descreveu o fim do casamento como uma escolha madura. Ela destacou o cansaço conjugal, mas a vitalidade da amizade.

‘Nada muda em uma relação de muita amizade e respeito’, afirmou Gilmar Mendes. A declaração veio em tom sereno, sem menções a desentendimentos.

A advogada enfatizou o zelo pela amizade preservada. O anúncio pegou amigos e familiares de surpresa, dada a longevidade da união.

O casal viajou pela Europa logo após a separação. Essa atitude ilustra a ausência de rupturas abruptas.

A notícia circulou rapidamente em portais de Brasília. Reações iniciais focam na maturidade da decisão.

Manutenção da amizade de décadas

A amizade entre Gilmar e Guiomar remonta a quase 50 anos. Ela resistiu a separações iniciais e distâncias.

Após o divórcio de parceiros anteriores, o namoro surgiu naturalmente. O casamento seguiu como extensão desse laço.

Hoje, o ex-casal prioriza o respeito mútuo. Viagens conjuntas, como a recente à Europa, exemplificam essa dinâmica.

Filhos e netos integram o círculo afetivo. O ‘familião’ continua ativo, com eventos familiares regulares.

Guiomar mantém atuação na advocacia. Gilmar segue no STF, com agenda de julgamentos e eventos internacionais.

A separação não altera rotinas profissionais. Ambos residem em Brasília, facilitando interações amigáveis.

Influência no eixo Brasília-Lisboa

Gilmar Mendes consolida laços internacionais no Judiciário. Suas viagens frequentes a Portugal fortalecem parcerias jurídicas.

Guiomar acompanhou várias dessas agendas. Sua presença reforçava redes no eixo Brasília-Lisboa.

A separação encerra parceria pessoal influente. No entanto, a amizade persiste como base para colaborações.

Eventos recentes em Roma envolveram discussões sobre Direito comparado. Gilmar representou o STF nesses fóruns.

Guiomar, com experiência administrativa, contribuiu informalmente. O casal demonstrou equilíbrio em ambientes profissionais.

A dinâmica pós-separação sugere continuidade discreta. Amigos próximos notam a serenidade no processo.

Repercussão nos círculos jurídicos

A notícia da separação gerou comentários em Brasília. Colegas do STF destacam a discrição do casal.

Marco Aurélio Mello, ex-mentor de Guiomar, elogiou sua trajetória. A assessoria dela marcou época no Tribunal.

Fernando Henrique Cardoso, indutor de Gilmar, mantém contato. A indicação ao STF em 2002 foi pivotal.

Reações em portais enfatizam a harmonia. A viagem conjunta à Europa ilustra a transição sem traumas.

Filhos do casal expressam apoio. O foco permanece na preservação de laços familiares.

A advocacia de Guiomar segue ativa. Ela planeja projetos independentes, mantendo influência nos círculos jurídicos.