Jacarta, capital da Indonésia, foi declarada a cidade mais populosa do mundo em relatório recente da ONU. O estudo aponta que 42 milhões de pessoas vivem na metrópole. A pesquisa utilizou nova metodologia para mapear áreas urbanas com precisão.
Dacca, no Bangladesh, ocupa o segundo lugar com 37 milhões de habitantes. Tóquio, que liderava rankings anteriores, agora está em terceiro com 33 milhões de moradores. A mudança reflete atualizações nos critérios de classificação urbana.
O relatório destaca o crescimento acelerado das megacidades asiáticas. Nove das dez cidades mais populosas estão localizadas no continente. A urbanização global atinge quase metade da população mundial de 8,2 bilhões de pessoas.
Nova metodologia traz precisão aos dados
A ONU adotou critérios demográficos e geoespaciais uniformes para definir limites urbanos. Essa abordagem permite comparações internacionais mais confiáveis. Anteriormente, dados nacionais variados favoreciam Tóquio nos rankings.
Patrika Gerland, chefe de estimativas demográficas da ONU, explicou a diferença. “A nova avaliação usa padrões consistentes para classificar cidades”, afirmou. O método anterior priorizava informações locais de cada país.
A mudança revela dinâmicas reais de crescimento populacional. Jacarta ganhou destaque por sua expansão contínua. Regiões metropolitanas agora incluem áreas conectadas por infraestrutura urbana.

Ranking das megacidades asiáticas domina lista
Jacarta: 42 milhões de habitantes
Dacca: 37 milhões de pessoas
Tóquio: 33 milhões de moradores
Nove das dez maiores cidades estão na Ásia. A lista inclui Nova Déli, Xangai e Guangzhou. Outras metrópoles como Cairo, Manila, Calcutá e Seul completam o top 10.
O continente concentra o maior número de megacidades. Essas áreas abrigam pelo menos 10 milhões de habitantes cada. O fenômeno reflete migração rural-urbana acelerada nas últimas décadas.
Crescimento urbano projeta futuro desafiador
O relatório prevê que dois terços do aumento populacional mundial ocorrerão em cidades até 2050. Atualmente, 33 megacidades existem no planeta. O número cresceu significativamente nos últimos anos.
Jacarta enfrenta pressão em infraestrutura e serviços básicos. O governo indonésio planeja transferir a capital para Nusantara. A nova localização visa aliviar a superpopulação na região metropolitana.
Autoridades locais investem em transporte público e habitação. Projetos de metrô e rodovias buscam suportar o fluxo diário. A densidade populacional exige planejamento contínuo.
A expansão urbana cria oportunidades econômicas. Setores como tecnologia e serviços crescem rapidamente. No entanto, saneamento e mobilidade permanecem prioridades.
Fatores por trás da liderança de Jacarta
A metrópole indonésia atrai milhões por empregos e educação. Indústrias têxtil e manufatureira empregam grande contingente. O porto de Tanjung Priok movimenta comércio internacional.
Migração interna sustenta o crescimento demográfico. Moradores de ilhas vizinhas buscam melhores condições. O fenômeno ocorre há décadas na região de Java.
Projeções globais indicam aceleração urbana
Cerca de 4,1 bilhões de pessoas vivem em áreas urbanas atualmente. Esse número representa quase 50% da população global. Até 2050, a cifra pode alcançar 68% do total mundial.
O relatório da ONU monitora 2.000 cidades ao redor do planeta. Dados coletados entre 2020 e 2024 formam a base da análise. Atualizações anuais acompanham as transformações demográficas.
Ásia e África lideram o ritmo de urbanização. Lagos, na Nigéria, e Dar es Salaam, na Tanzânia, crescem rapidamente. A tendência redefine padrões de desenvolvimento global.
Megacidades enfrentam questões comuns de governança. Gestão de recursos hídricos ganha destaque nos estudos. Energia elétrica e telecomunicações também demandam investimentos pesados.
Comparação com rankings anteriores
Em 2018, Tóquio liderava com 37 milhões de habitantes. Jacarta ocupava quarta posição na época. A nova metodologia reposicionou as capitais asiáticas no topo.
Dacca subiu do terceiro para o segundo lugar. A capital bangladeshiana registra crescimento anual de 2,5%. Fatores econômicos impulsionam a concentração populacional.
A lista reflete mudanças estruturais nas metrópoles. Conurbações expandem limites administrativos tradicionais. Critérios geoespaciais capturam essa realidade complexa.
O estudo da ONU serve como referência para políticas públicas. Governos utilizam os dados para planejamento urbano. Organizações internacionais adaptam programas de desenvolvimento.


