A Walt Disney Animation Studios lança Zootopia 2, sequência do sucesso de 2016, nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 27 de novembro de 2025. O filme, dirigido por Jared Bush e Byron Howard, traz de volta os detetives Judy Hopps e Nick Wilde em uma investigação que expande o universo da metrópole animal. A estreia ocorre após uma década de espera, com a trama centrada em uma ameaça reptiliana que questiona a integração social na cidade.
O longa-metragem, com duração de 1 hora e 48 minutos, recebeu classificação PG nos Estados Unidos e foca na parceria testada dos protagonistas, agora policiais experientes. A produção, que estreou em 26 de novembro nos EUA, já arrecadou mais de US$ 140 milhões em bilheteria global nos primeiros dias.
Fãs aguardavam o retorno desde o anúncio em 2023, e o filme mantém elementos como humor inteligente e mensagens sobre diversidade. A narrativa avança uma semana após os eventos do primeiro, com a dupla enfrentando dilemas pessoais durante a caçada.
Enredo aprofunda tensões na parceria de Judy e Nick
Judy Hopps, dublada por Ginnifer Goodwin, e Nick Wilde, com voz de Jason Bateman, integram o departamento de polícia de Zootopia. O chefe Bogo os envia a um programa de aconselhamento para fortalecer laços profissionais, mas uma emergência interrompe a sessão.
A dupla persegue Gary De’Snake, uma cobra interpretada por Ke Huy Quan, que rouba um diário antigo de uma família influente de linces. Essa ação revela uma conspiração ligada às origens da cidade, forçando Judy e Nick a infiltrarem-se em áreas restritas.
A investigação leva a Marsh Market, um bairro em declínio ameaçado por planos de urbanização, e a um navio afundado usado como esconderijo por répteis. Lá, descobrem segredos visíveis apenas sob luzes especiais, o que testa a confiança mútua dos detetives.
Novos personagens expandem o universo reptiliano
Gary De’Snake surge como figura central, carismática e imprevisível, que busca provar a inocência de sua família exilada. Sua chegada destaca a exclusão de répteis na sociedade mamífera de Zootopia, um tema ausente no original.
Nibbles Maplestick, uma castora dublada por Fortune Feimster, guia os heróis pelo mercado pantanoso e revela desigualdades urbanas. Jesús, um réptil local, decifra pistas no diário, expondo planos de pavimentação que afetam comunidades marginalizadas.
O prefeito Brian Winddancer, voz de Patrick Warburton, preside eventos que mascaram intenções políticas, enquanto cameos de Shakira como Gazelle e Idris Elba como Chief Bogo adicionam familiaridade. Quinta Brunson interpreta Dr. Fuzzby, uma terapeuta que media conflitos iniciais da dupla.
A família Lynxley, rica e poderosa, emerge como antagonista sutil, com o patriarca Ebenezer ligado à fundação da cidade. Esses elementos constroem uma rede de intrigas que vai além da perseguição inicial.
Críticas elogiam humor e visual, mas apontam falhas na trama
Analistas destacam o equilíbrio entre comédia e drama, com trocadilhos animais que divertem públicos de todas as idades. O Rotten Tomatoes registra 92% de aprovação da crítica, elogiando a expansão do mundo visualmente rico.
O filme incorpora referências a produções como Ratatouille e The Shining, além de piadas meta sobre sequências hollywoodianas. A canção “Zoo”, de Shakira com Ed Sheeran, anima sequências musicais e reforça o tom festivo.
Alguns apontam previsibilidade na resolução, com mistérios resolvidos cedo demais, e excesso de ação que dilui suspense. A duração, por vezes, alonga cenas de perseguição, embora a animação técnica impressione com movimentos fluidos e designs detalhados.
- A sequência de ação no Marsh Market usa efeitos de água e luz para criar tensão visual.
- Terapia de casais rende diálogos afiados sobre inseguranças de Judy e sarcasmo de Nick.
- Plot twist envolvendo o diário revela preconceitos históricos na fundação de Zootopia.
- Cameos de personagens secundários do primeiro filme oferecem nostalgia sem forçar.
Público reage com empolgação e debates sobre mensagens sociais
Espectadores lotam salas nos EUA, com relatos de famílias elogiando o ritmo dinâmico e lições acessíveis. Redes sociais registram compartilhamentos de cenas de parceria, com foco na evolução emocional da dupla.
A trama aborda preconceito contra minorias não mamíferas, ecoando discussões atuais sobre inclusão urbana. Usuários destacam como o filme usa animação para tratar temas como urbanização predatória e terapia relacional.
Bilheteria inicial supera US$ 39,5 milhões no primeiro dia americano, impulsionada por feriados. No Brasil, pré-vendas indicam alta demanda em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.
Reações variam: alguns veem avanço na profundidade de personagens, enquanto outros notam repetição da fórmula buddy cop. O visual, com biomas adaptados a répteis, conquista elogios por inovação técnica.
Trilha sonora e produção marcam retorno da Disney à forma
Michael Giacchino compõe a trilha, lançada em 21 de novembro, misturando orquestrações tensas com ritmos animados. A música-tema “Zoo” estreou como single em outubro, alcançando charts globais.
A produção, sob Yvett Merino, envolveu gravações desde 2024, com Bush assumindo como roteirista único após mudanças na equipe. Jennifer Lee atua como produtora executiva, garantindo continuidade criativa.
Estreia no El Capitan Theatre ocorreu em 13 de novembro, com presença de dubladores. No Brasil, dublagem local inclui Danton Mello como Gary, adaptando diálogos para gírias regionais.
O filme evita saltos temporais extensos, optando por continuidade imediata, o que preserva arcos abertos do original. Recursos como animação em 3D destacam texturas de escamas e pelagens em close-ups.
Bilheteria e recepção confirmam sucesso da franquia
Zootopia 2 posiciona-se entre as maiores estreias de animação de 2025, competindo com títulos como Frozen 3. Arrecadação global projeta US$ 500 milhões em semanas iniciais, superando expectativas pós-pandemia.
Público infantil responde bem às sequências coloridas, enquanto adultos apreciam camadas sobre relações interpessoais. Festivais como Annecy 2025 exibiram trechos, gerando buzz pré-lançamento.
- Faturamento nos EUA: US$ 140 milhões em cinco dias.
- Aprovação crítica: 92% no Rotten Tomatoes.
- Duração média de sessão: 108 minutos, com pausas para famílias.
- Lançamento internacional: 26 de novembro em mais de 50 países.
A sequência reforça Zootopia como franquia viável para expansões futuras, com Howard confirmando interesse em mais histórias.

