Dois guardas nacionais baleados em emboscada perto da Casa Branca; suspeito preso após troca de tiros

Dois membros da Guarda Nacional dos Estados Unidos sofreram ferimentos graves em um tiroteio ocorrido nesta quarta-feira, 26 de novembro de 2025, próximo à Casa Branca, em Washington, D.C. O ataque, descrito por autoridades como intencional, aconteceu a um quarteirão do edifício presidencial, perto da Farragut Square. O suspeito, um atirador solitário, trocou tiros com as vítimas antes de ser ferido e detido pela polícia metropolitana.

Os guardas, oriundos da Virgínia Ocidental e em patrulha na capital, foram atingidos durante o confronto. Um deles sofreu ferimento na cabeça, e ambos foram levados a hospitais diferentes em condição crítica. O incidente levou à interrupção temporária do tráfego aéreo na área, com a Casa Branca em lockdown por cerca de uma hora.

O governador da Virgínia Ocidental, Patrick Morrisey, confirmou inicialmente as mortes das vítimas, mas corrigiu a informação minutos depois devido a relatos contraditórios. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, solicitou orações pelas famílias dos envolvidos. O presidente Donald Trump, que se encontrava em sua residência em Palm Beach, na Flórida, reagiu via rede social, afirmando que o responsável pelo ato pagará um preço elevado.

Mobilização de tropas na capital

A Guarda Nacional mantém presença reforçada em Washington desde agosto de 2025, quando Trump emitiu ordem de emergência para combater o crime na cidade. Cerca de 2.200 soldados de estados como Louisiana, Mississippi, Ohio, South Carolina, Geórgia e Alabama patrulham as ruas diariamente.

Casa Branca
Casa Branca – Foto: Zack Frank

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou o envio de mais 500 militares à capital como medida imediata após o tiroteio. Essa ação visa fortalecer a segurança em áreas sensíveis, incluindo o entorno da Casa Branca.

O local do ataque, Farragut Square, é frequentado por funcionários públicos e civis durante o horário de almoço. Restaurantes de fast food e estações de metrô cercam a praça, o que facilitou a resposta rápida das equipes de emergência.

Respostas das autoridades federais

O diretor do FBI, Kash Patel, informou que os guardas estavam armados no momento do confronto e que a investigação preliminar aponta para um ataque direcionado. Agentes federais e locais trabalham em conjunto para identificar conexões do suspeito.

  • O Departamento de Justiça participa das apurações, sem divulgar detalhes sobre a arma utilizada.
  • Uma testemunha relatou ter ouvido estrondos e visto pedestres se dispersando rapidamente por volta das 14h15 no horário local.
  • Helicópteros de emergência pousaram no National Mall para transportar as vítimas.

A polícia metropolitana confirmou que não há outros suspeitos e que a área foi declarada segura após a detenção. O vice-presidente JD Vance, em Kentucky, foi informado do ocorrido, mas não emitiu declaração imediata.

Circunstâncias do confronto

Os dois guardas realizavam ronda rotineira quando o atirador se aproximou e abriu fogo. Fontes policiais indicam que a troca de tiros durou menos de um minuto, com o suspeito sendo atingido durante a resposta defensiva. Ele foi removido do local em maca e permanece sob custódia em hospital.

O incidente ocorreu em meio a uma operação ampliada contra crimes urbanos, iniciada pelo governo federal. Trump descreveu Washington como um local de alto risco antes de federalizar a força local. A prefeita Muriel Bowser monitorou a situação de perto, com seu porta-voz destacando a coordenação municipal.

Uma análise inicial sugere que o atirador agiu sozinho, sem indícios de cumplicidade. Investigações prosseguem para determinar o calibre da arma e possíveis motivações, embora autoridades evitem especulações públicas.

Detalhes sobre as vítimas e o local

As vítimas, identificadas como nativas da Virgínia Ocidental, integram uma unidade de cerca de 2.200 guardas destacados na capital. Elas foram selecionadas para patrulhas em pontos estratégicos, incluindo o centro histórico de Washington. O ferimento na cabeça de um dos soldados complicou o atendimento inicial, exigindo intervenção cirúrgica imediata em centro médico especializado.

Farragut Square, palco do tiroteio, abriga monumentos e serve como hub para trabalhadores federais. Duas estações de metrô facilitam o acesso, o que aumentou o fluxo de pedestres no horário do incidente. Equipes de resgate isolaram o perímetro em minutos, evitando maiores aglomerações.

O lockdown na Casa Branca afetou o tráfego aéreo e rodoviário, com a Administração Federal de Aviação suspendendo voos na região por uma hora. Civis próximos, incluindo uma passageira de Uber de 43 anos, descreveram os sons como explosões altas, seguidos de correria generalizada.

Medidas de segurança ampliadas

Após o anúncio de Hegseth, os 500 reforços devem chegar à capital nas próximas 24 horas, distribuídos em turnos para cobrir turnos noturnos. Essa mobilização eleva o total de tropas para mais de 2.700, focando em vigilância eletrônica e patrulhas a pé.

Autoridades enfatizam que a operação não altera o status de alerta geral, mas reforça protocolos em locais icônicos. O FBI coordena com o Serviço Secreto para revisar rotas de patrulha, incorporando lições do incidente sem alterar missões essenciais.

Uma lista preliminar de ações inclui:

  • Aumento de checkpoints em entradas da cidade.
  • Treinamento adicional em resposta a emboscadas urbanas.
  • Colaboração com câmeras de vigilância municipal para rastrear movimentos prévios do suspeito.

O governo federal mantém sigilo sobre o perfil do detido, priorizando a recuperação das vítimas antes de atualizações públicas.