ciclone – dipilihtuhan04/Shutterstock.com
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) preveem a formação de três ciclones extratropicais no Brasil até o final de novembro, com impacto em seis estados das regiões Sul e Sudeste. Os fenômenos, esperados para os dias 16 e 19 no Atlântico Sul, devem trazer frentes frias, chuvas intensas e ventos fortes. A previsão surge após tornados devastarem o Paraná, deixando sete mortos e mais de 700 feridos. Segundo especialistas, os novos ciclones serão menos intensos, mas exigem atenção.
A Defesa Civil dos estados afetados já monitora a situação. Os ciclones podem causar alagamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia. A população deve evitar áreas de risco durante as tempestades.
- Risco de alagamentos: Chuvas intensas podem afetar áreas urbanas.
- Ventos fortes: Rajadas de até 80 km/h são previstas em áreas litorâneas.
- Monitoramento contínuo: Autoridades acompanham a formação dos ciclones.
Os estados em alerta incluem Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.
Alerta para os próximos dias
Os ciclones devem se formar em alto-mar, mas influenciarão o continente. O primeiro, previsto para 16 de novembro, afetará principalmente São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O segundo, no dia 19, terá maior impacto no Sul.
A frente fria associada ao primeiro ciclone pode trazer chuvas moderadas a fortes. A Defesa Civil recomenda cuidados, como evitar áreas alagadas.
Impactos esperados nos estados
O Rio Grande do Sul pode registrar chuvas de até 100 mm em 24 horas. Santa Catarina e Paraná também estão em alerta para ventos e granizo. Em São Paulo, a capital enfrenta risco de alagamentos.
O Espírito Santo terá chuvas intensas, especialmente no litoral. Minas Gerais deve monitorar áreas de encosta. As autoridades reforçam a importância de seguir alertas meteorológicos.
A previsão é de que os ciclones se dissipem rapidamente em alto-mar. Mesmo assim, os impactos no continente exigem preparação.
Medidas de prevenção
A Defesa Civil orienta a população a adotar medidas preventivas. Entre as recomendações estão evitar áreas arborizadas durante ventos fortes, não estacionar sob árvores e recolher objetos soltos em quintais.
- Evitar áreas abertas: Risco de raios durante tempestades.
- Proteger residências: Reforçar telhados e janelas.
- Acompanhar alertas: Informações atualizadas em canais oficiais.
As equipes de emergência estão preparadas para atuar em caso de transtornos.
Climatologia da primavera
A primavera é marcada por contrastes entre massas de ar quente e frio, favorecendo ciclones extratropicais. Esses fenômenos são comuns no Atlântico Sul, mas raramente causam impactos severos. A interação entre ar quente da Amazônia e ar frio do polo Sul cria instabilidade atmosférica.
O climatologista Francisco Aquino, da UFRGS, destaca que os ciclones previstos não terão a força do evento no Paraná. Ainda assim, a frequência de frentes frias em novembro é notável.
Preparação das autoridades
As Defesas Civis estaduais estão em alerta máximo. No Rio Grande do Sul, o Centro de Monitoramento atualiza previsões diariamente. Em São Paulo, alertas via SMS foram enviados à população.
Os estados do Sul já reforçam equipes de resgate. A Marinha do Brasil também emitiu avisos de ressaca para o litoral.
Cenário após os tornados
Os tornados que atingiram o Paraná no início de novembro deixaram um rastro de destruição, especialmente em Rio Bonito do Iguaçu, onde 90% da cidade foi afetada. Seis mortes foram confirmadas, e mais de 700 pessoas ficaram feridas. A reconstrução ainda está em andamento, com apoio de prefeituras vizinhas.
O evento reforçou a importância de sistemas de alerta precoce. A população é orientada a acompanhar previsões meteorológicas e seguir recomendações das autoridades.


