A Netflix estreou nesta quarta-feira, 12 de novembro de 2025, o documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo. A produção revisita o sequestro ocorrido em 13 de outubro de 2008, em Santo André, na Grande São Paulo. Lindemberg Alves, ex-namorado de Eloá Pimentel, manteve a adolescente e a amiga Nayara reféns por mais de 100 horas.
O crime terminou com disparos que feriram Nayara no rosto e mataram Eloá com dois tiros.
- Eloá tinha 15 anos na época.
- Lindemberg liberou dois reféns iniciais.
- A ação policial recebeu críticas por falhas.
Detalhes da condenação de Lindemberg
Lindemberg Alves recebeu sentença inicial de 98 anos de prisão em 2012. A pena incluiu homicídio qualificado, cárcere privado, tentativa de homicídio e disparos de arma de fogo. Em 2013, o tribunal reduziu a condenação para 39 anos e três meses.
Atualmente, ele cumpre regime semiaberto na Penitenciária P2 de Tremembé, em São Paulo.
Diário e entrevistas no filme
O documentário apresenta o diário pessoal de Eloá Pimentel. Entrevistas incluem o irmão Douglas e a amiga Grazieli Oliveira. A obra destaca aspectos do relacionamento entre Eloá e Lindemberg antes do sequestro.
A cobertura midiática na época envolveu contato direto com o sequestrador.
Situação de Nayara após o crime
Nayara passou por cirurgias de reconstrução facial após o tiro. Em 2018, o governo de São Paulo pagou R$ 150 mil em indenização por danos morais. A indenização reconheceu erros na conduta policial durante a negociação.
Hoje, Nayara mantém vida discreta e evita entrevistas sobre o caso.
Cobertura ao vivo e críticas
A transmissão televisionada incluiu entrevista telefônica com Lindemberg por Sônia Abrão. Especialistas apontaram que a exposição prolongou o sequestro. A polícia invadiu o apartamento após Nayara retornar ao local por segunda vez.
O caso registrou mais de 100 horas de cerco policial. A invasão ocorreu em 17 de outubro de 2008. Eloá morreu no hospital horas depois dos disparos.
Regime prisional atual
Na P2 de Tremembé, Lindemberg acessa benefícios do semiaberto. Presos nesse regime trabalham ou estudam durante o dia. Eles retornam à unidade à noite. A penitenciária abriga outros condenados por crimes de grande repercussão.
O documentário evita recriar cenas do sequestro com atores. A produção usa imagens de arquivo e depoimentos reais.
O caso Eloá influenciou protocolos de negociação em sequestros no Brasil. Autoridades revisaram procedimentos após as falhas identificadas. A mídia ajustou diretrizes para coberturas de crises semelhantes.


