COP30 tem segundo dia marcado por invasão à zona de negociações e bloqueio de saídas

COP30

COP30 – Luis War / Shutterstock.com

Um grupo de manifestantes tentou invadir a blue zone da COP30, em Belém, na noite desta terça-feira (11), ferindo dois seguranças e bloqueando saídas de participantes credenciados. O incidente ocorreu por volta das 19h20, logo após coletiva de balanço do dia, na área dedicada às negociações climáticas. Equipes de segurança da ONU e brasileiras contiveram a ação, que durou cerca de 20 minutos.

A blue zone, espaço controlado pela ONU, concentra delegações oficiais e foi isolada temporariamente. Autoridades confirmaram que as discussões prosseguiram sem interrupções maiores.

Vídeos registraram o momento em que dezenas de pessoas, incluindo indígenas e ativistas, ultrapassaram portões e raio-X.

Segurança é ferido após manifestação na COP 30, polícia precisa agir para conter invasores.

Durante a noite desta terça-feira (11), um grupo de manifestantes tentou invadir a área de negociações da COP30, em Belém.

Houve confronto com seguranças, e um deles ficou ferido.

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— Brasil Paralelo (@brasilparalelo) November 12, 2025

Detalhes da tentativa de invasão

O confronto começou com a aproximação de manifestantes vestindo trajes indígenas, que passaram pela entrada principal e se espalharam pelo saguão de credenciamento. Eles carregavam faixas contra a exploração de petróleo e bandeiras de movimentos estudantis.

Seguranças reagiram rapidamente, formando barreiras para impedir o avanço rumo às salas de negociação. O bloqueio gerou correria interna e atrasou a saída de cerca de 200 credenciados.

  • Portas de acesso sofreram danos leves, com quebras em vidros e estruturas.
  • Um segurança foi atingido na cabeça por objeto arremessado, necessitando de atendimento médico imediato.
  • Outro agente sofreu lesões nos braços durante empurrões.

A Polícia Militar deslocou viaturas para reforço, mas não houve registros de detenções.

Reação das autoridades à confusão

Autoridades federais e da ONU se reuniram logo após o incidente para avaliar protocolos de segurança. O secretário extraordinário da COP30, Valter Correia, destacou que medidas cabíveis foram adotadas para evitar repetições.

Equipes médicas trataram os feridos no local, com lesões classificadas como leves. A entrada de trabalhadores noturnos no pavilhão foi postergada por 30 minutos.

O porta-voz da ONU informou que o local voltou à normalidade em menos de uma hora. Investigações internas prosseguem para identificar os envolvidos.

Percurso e composição da marcha anterior

A ação isolada seguiu a Marcha Global Saúde e Clima, que reuniu cerca de 3 mil participantes em um trajeto de 1,5 km. O percurso iniciou na Avenida Duque de Caxias e terminou no Parque da Cidade, sede da COP30.

Médicos, enfermeiros e lideranças indígenas pediram políticas públicas de saúde ligadas ao clima. A organização negou vínculo com o grupo invasor, afirmando cumprimento de acordos prévios.

O evento principal transcorreu de forma pacífica, com discursos sobre impactos ambientais na saúde. Participantes dispersaram sem incidentes antes do tumulto na blue zone.

Esclarecimentos dos organizadores da marcha

Os responsáveis pela Marcha Global Saúde e Clima emitiram nota descolando-se do episódio na zona azul. Eles reforçaram que o ato principal respeitou rotas definidas e diálogos com a organização da conferência.

A manifestação focou em demandas por financiamento climático e proteção a territórios tradicionais. Cerca de 80% dos participantes eram profissionais de saúde e estudantes.

  • Trajeto aprovado incluiu paradas para falas curtas em pontos chave.
  • Acordos com segurança garantiram distância mínima de 50 metros da blue zone.
  • Nota final enfatizou compromisso com ações não violentas.

Medidas de segurança reforçadas no local

Portas da blue zone receberam barricadas improvisadas com mesas e equipamentos após o confronto. Agentes da ONU aumentaram patrulhas internas e externas no pavilhão principal.

A evacuação temporária afetou apenas o saguão de acesso, sem impacto nas sessões em andamento. Monitoramento por câmeras capturou imagens para análise posterior.

Reforços da Polícia Militar posicionaram-se em pontos estratégicos ao redor do parque. O incidente não alterou a agenda de negociações para o dia seguinte.

A COP30 prossegue com foco em transição energética, apesar do episódio isolado. Delegações de mais de 190 países mantêm cronograma original de debates.

Contexto das demandas dos manifestantes

Indígenas tupinambás e tapajós lideraram o grupo invasor, protestando contra perfurações na foz do Amazonas. Eles alegaram exclusão de vozes tradicionais nas discussões climáticas.

Ativistas estudantis juntaram-se com bandeiras pela taxação de fortunas e fim de subsídios fósseis. O avanço parou a 20 metros das salas de plenária, evitando acesso a documentos sensíveis.

O episódio destaca tensões entre movimentos sociais e estruturas formais da conferência. Observadores notam que protestos paralelos ocorrem diariamente no perímetro externo.

Ajustes operacionais pós-incidente

Trabalhadores noturnos entraram com varredura adicional de segurança, atrasando montagem de equipamentos por 45 minutos. Equipes de manutenção repararam danos em portas até as 22h.

A ONU revisou credenciamentos para o dia seguinte, priorizando verificações eletrônicas. Nenhum delegado reportou ameaças diretas durante o bloqueio.

O pavilhão reabriu integralmente às 20h, permitindo continuidade de eventos noturnos. Relatórios preliminares indicam custo mínimo com reparos, abaixo de R$ 5 mil.

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