Volta Redonda cai para Série C após sequência de derrotas e derrota para Athletico-PR

O Volta Redonda foi rebaixado matematicamente para a Série C do Campeonato Brasileiro após a vitória do Botafogo-SP por 1 a 0 sobre o Amazonas, na noite desta segunda-feira, 10 de novembro de 2025, em Ribeirão Preto. O jogo, válido pela 36ª rodada da Série B, ocorreu no Estádio Santa Cruz e teve gol de Léo Gamalho no segundo tempo. Com o resultado, o Esquadrão de Aço, que soma 34 pontos em 36 partidas, não alcança mais o Athletic, primeiro time fora da zona de rebaixamento, com 40 pontos e mais vitórias no critério de desempate.

A equipe fluminense, treinada por Rogério Corrêa, vinha de quatro derrotas consecutivas: para o Operário-PR, Coritiba, Botafogo-SP e Athletico-PR. Esses tropeços, somados ao pior ataque da competição com apenas 23 gols marcados, precipitaram a queda precoce. O clube retorna à Série C, onde ficou por sete temporadas até o título em 2024 que garantiu o acesso.

O Paysandu já havia sido rebaixado anteriormente, como lanterna isolado. Restam duas rodadas para o Volta Redonda, que enfrenta o Vila Nova e o Coritiba, mas sem chances de permanência.

Desempenho fraco em números

O Volta Redonda disputou 36 jogos na Série B 2025, com oito vitórias, dez empates e 18 derrotas. O saldo de gols negativo de 17 reflete a campanha irregular.

Fora de casa, o time conquistou apenas sete pontos em 18 partidas, com uma vitória e quatro empates. Essa fragilidade como visitante contribuiu diretamente para o rebaixamento.

O ataque marcou 23 gols, o menor da divisão, enquanto a defesa sofreu 40. Esses indicadores destacam as dificuldades ofensivas ao longo da temporada.

Sequência de tropeços decisivos

A derrota para o Operário-PR ocorreu em setembro, por 2 a 1, em Ponta Grossa. O jogo expôs falhas defensivas no segundo tempo.

Em seguida, o Coritiba venceu por 3 a 0 no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. A torcida local viu o time sem reação após o intervalo.

O Botafogo-SP impôs 1 a 0 em casa, com gol solitário que complicou a tabela. Essa partida, em outubro, foi ponto de virada negativo.

Por fim, o Athletico-PR bateu o Volta Redonda por 2 a 0 em Curitiba. Os donos da casa dominaram desde o início, com gols no primeiro tempo.

Contexto histórico do clube

O Volta Redonda subiu à Série B após conquistar o título da Série C em 2024, sob o comando de Rogério Corrêa, que acumula três troféus pelo time. Essa ascensão representou o retorno à segunda divisão após 27 anos, desde 1998.

Antes disso, o clube permaneceu na terceira divisão por sete temporadas consecutivas. A última participação de um time de menor investimento do Rio na Série B foi o Duque de Caxias, em 2011.

Outros cariocas enfrentaram dificuldades semelhantes: o Americano caiu em 2002, o Macaé em 2015. Esses precedentes mostram desafios para equipes regionais na elite.

A federação carioca enfrenta críticas por falta de estrutura, mas o foco agora é na reformulação para 2026. O clube classificou o sub-20 para a Copinha, sinal de investimento na base.

Situação do elenco atual

Vinte e seis jogadores têm contratos próximos do fim em dezembro de 2025. Essa lista inclui atletas chave que disputaram a Série B.

O zagueiro Gabriel Bahia, emprestado ao Botafogo, é o vice-artilheiro do Volta Redonda na temporada, com cinco gols. Sua meta de compra obrigatória depende de desempenho.

A diretoria planeja renovações seletivas. Prioridades incluem reforços para o ataque, o setor mais fraco.

  • Contratos em análise: defensores como MV e laterais.
  • Meias e atacantes: foco em permanência de jovens promissores.
  • Treinador Rogério Corrêa: vínculo renovado para Série C.

Próximos passos na Série C

O retorno à terceira divisão exige planejamento imediato. A Série C 2026 começa em abril, com 20 times em grupos regionais.

O Volta Redonda entra no Grupo A, com rivais como Remo e Ferroviária. Jogos em casa no Raulino de Oliveira serão cruciais.

A CBF divulgou o calendário preliminar. O clube visa o acesso em 2027, com contratações pontuais.

Estatísticas da Série C mostram que times rebaixados da B levam em média duas temporadas para voltar. O foco está na estabilidade financeira.

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