Líder do partido NHK, Tachibana Takashi, de 58 anos, foi preso nesta sexta-feira (9) pela polícia da província de Hyogo, no Japão, sob suspeita de difamação. O caso envolve declarações falsas sobre o ex-deputado provincial Takeuchi Hideaki, que morreu em janeiro aos 50 anos. A prisão ocorreu após queixa da viúva da vítima.
Takeuchi renunciou ao cargo um dia após as eleições para governador em novembro de 2024, citando motivos pessoais. Ele faleceu em 18 de janeiro de 2025, em aparente suicídio. Durante a campanha eleitoral, o ex-deputado ganhou atenção por questionar o governador Saito Motohiko em comitê especial.
A polícia acusa Tachibana de fazer afirmações injuriosas em discursos de campanha para prefeito em Izumiotsu, Osaka, entre 13 e 14 de dezembro de 2024. Ele teria dito que Takeuchi estava sob investigação policial. Após a morte, posts em X e YouTube entre 19 e 20 de janeiro alegaram interrogatórios contínuos e prisão iminente.
- Queixa formal apresentada pela esposa de Takeuchi, de 50 anos, em junho de 2025.
- Polícia realizou oitivas voluntárias com Tachibana antes da prisão.
- Motivo da detenção: risco de destruição de provas.
Declarações durante campanha
Tachibana participava de eleição municipal em Izumiotsu quando mencionou Takeuchi. Ele afirmou em palanque que o ex-deputado “desapareceu sem explicação” e enfrentava interrogatório policial. As falas ocorreram em período de alta visibilidade do caso na internet.
Posts posteriores à morte reforçaram as alegações. Tachibana publicou que Takeuchi seria preso no dia seguinte à morte. As informações eram falsas, segundo a investigação.
Investigação policial
A polícia de Hyogo aceitou a denúncia em junho. Agentes ouviram Tachibana voluntariamente em setembro. Ele defendeu as declarações em vídeo no YouTube, alegando veracidade.
A detenção considerou possibilidade de eliminação de evidências digitais. Autoridades não divulgam se o suspeito confessou ou negou os fatos.
Contexto do comitê especial
Takeuchi integrava comitê de investigação na assembleia provincial. Ele questionou Saito sobre denúncias internas entre outubro e novembro de 2024. Vídeos das sessões circularam amplamente em redes sociais.
A renúncia ocorreu em 18 de novembro, um dia após o pleito. Takeuchi citou razões pessoais no pedido de demissão.
Posts após falecimento
Entre 19 e 20 de janeiro, Tachibana usou X e YouTube para novas publicações. Ele mencionou “interrogatórios arbitráveis contínuos” pela polícia provincial. Outra postagem indicava prisão programada para o dia seguinte.
As afirmações não tinham base factual. A viúva identificou dano à reputação do marido falecido.
Procedimentos legais
Queixa por difamação permite punição mesmo após morte da vítima no Japão. A polícia isolou materiais digitais de Tachibana. Investigação prossegue com análise de conteúdos online.
Tachibana responde em liberdade a outros processos semelhantes. Ele fundou o NHK Party focado em questões de televisão pública.
Posição do suspeito
Em vídeo de setembro, Tachibana argumentou “equivalência à verdade”. Ele negou intenção difamatória nas declarações. O conteúdo permanece acessível em sua conta no YouTube.
A polícia mantém sigilo sobre detalhes da defesa. O caso tramita na delegacia central de Hyogo.
A investigação abrange período de quatro meses desde a queixa. Agentes coletaram registros de discursos e publicações. Tachibana permanece detido para interrogatório formal. O Ministério Público avalia denúncia nos próximos dias. O caso destaca uso de redes sociais em disputas políticas no Japão.


