Petrolândia consolida título de capital nacional do coco e impulsiona economia no Sertão pernambucano

Coco, coqueiro

Coco, coqueiro – Joel Auerbach/ iStock

Petrolândia, município pernambucano às margens do Rio São Francisco, consolidou seu título de capital nacional do coco por meio de lei federal aprovada em 2023. A cidade, localizada a 412 quilômetros de Recife, registra crescimento anual de 15% na produção da fruta, graças à irrigação eficiente do rio. Esse avanço beneficia cerca de 5 mil famílias locais envolvidas na cadeia produtiva.

O apelido surgiu da expansão das plantações, que passaram de 2 mil hectares em 2010 para mais de 6 mil em 2025, segundo dados do Instituto Agronômico de Pernambuco. Produtores adotam técnicas modernas para superar o clima semiárido. A iniciativa integra agricultura sustentável e geração de renda regional.

  • Expansão das áreas cultivadas dobrou nos últimos cinco anos.
  • Empregos diretos na colheita e processamento somam 3 mil vagas.
  • Exportações de derivados do coco alcançaram 20% do volume total em 2024.

Origens da vocação agrícola

A história de Petrolândia remonta à década de 1970, quando a construção da usina hidrelétrica de Itaparica alterou o curso do rio e facilitou a irrigação. Agricultores locais adaptaram o terreno árido para cultivos perenes. Essa transformação elevou o coco de cultura secundária a principal fonte de receita.

Projetos governamentais, como o Programa de Irrigação do Sertão, investiram R$ 50 milhões em canais e bombas desde 2015. A cooperação entre produtores e extensionistas rurais otimizou o manejo do solo.

Avanços na cadeia produtiva

Cooperativas em Petrolândia processam anualmente 50 mil toneladas de coco, produzindo água, leite e óleo para mercados em São Paulo e Rio de Janeiro. Indústrias locais empregam tecnologia de extração a frio para preservar nutrientes. Essa etapa agrega valor em 40% ao produto bruto.

Inovações incluem painéis solares para bombas de irrigação, reduzindo custos em 25%. Parcerias com universidades testam variedades resistentes à seca. O resultado aparece no aumento de 18% nas vendas externas no primeiro semestre de 2025.

A diversificação abrange fibras para artesanato e substratos orgânicos. Esses subprodutos evitam desperdícios e criam novas linhas de negócio.

Sustentabilidade no foco ambiental

O uso consciente da água do São Francisco define as práticas em Petrolândia. Sistemas de gotejamento distribuem 30% menos volume por hectare comparado a métodos tradicionais. Monitoramento via sensores previne excessos e preserva o ecossistema ribeirinho.

Órgãos ambientais fiscalizam o cumprimento de normas, com auditorias semestrais. Produtores participam de treinamentos anuais sobre manejo integrado de pragas. Essa abordagem minimiza impactos e assegura certificações orgânicas para 20% da produção.

Reflorestamento de margens fluviais plantou 10 mil mudas nativas desde 2020. A medida combate erosão e mantém a biodiversidade local.

Iniciativas comunitárias promovem reciclagem de cascas em adubos. Esses esforços posicionam a cidade como modelo no Nordeste.

Derivados que movimentam o comércio

Óleo de coco virgem de Petrolândia abastece indústrias cosméticas com 15 mil litros mensais. O produto, rico em ácidos graxos, atende demandas por itens naturais. Fábricas locais expandiram capacidade em 30% no ano passado.

Leite e água envasados chegam a supermercados nacionais via distribuição refrigerada. Marcas regionais registram faturamento de R$ 12 milhões anuais.

  • Óleo usado em sabonetes e cremes representa 35% das exportações.
  • Água de coco hidrata atletas e consumidores urbanos.
  • Leite pasteurizado integra receitas de sobremesas e bebidas.

Eventos impulsionam o turismo rural

Feiras anuais de coco reúnem 20 mil visitantes em Petrolândia, exibindo colheitas e degustações. O evento de 2025, marcado para maio, espera recorde de presença. Roteiros guiados visitam pomares e alambiques adaptados.

Pousadas ribeirinhas oferecem pacotes com trilhas e aulas de culinária à base de coco. A ocupação hoteleira sobe 50% durante as festas.

A integração com o turismo ecológico destaca passeios de barco pelo São Francisco. Esses atrativos geram R$ 2 milhões em receita turística por ano.

Perspectivas para o agronegócio local

Investimentos privados somam R$ 30 milhões em novas plantações para 2026. Parcerias com o Ministério da Agricultura visam certificação internacional. Essa expansão pode duplicar a produção em três anos.

Jovens agricultores recebem capacitação em cooperativas, com foco em gestão digital. O programa formou 500 participantes desde 2022.

A estabilidade climática favorece safras regulares, com colheitas bimestrais. Esses fatores sustentam o crescimento contínuo do setor.

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