sal do himalaia – Foto: WINDCOLORS/Shutterstock.com
Anvisa determina suspensão de 13 lotes do sal do Himalaia moído da marca Kinino, de 500 gramas, em todo o território nacional. A medida, publicada nesta segunda-feira (20), ocorre após laudos do Instituto Adolfo Lutz detectarem teor de iodo abaixo do exigido pela legislação sanitária. A iniciativa partiu do recolhimento voluntário da fabricante H.L. do Brasil Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda., com validade dos lotes até março de 2027.
Na mesma ação fiscal, a agência ordenou a apreensão de todos os lotes do azeite extra virgem Ouro Negro, devido à origem desconhecida e desclassificação pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. O produto, rotulado como importado pela Intralogística Distribuidora Concept Ltda., apresenta CNPJ suspenso na Receita Federal. Além disso, o chá do milagre, também conhecido como pó do milagre, teve comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e consumo proibidos por composição e responsáveis desconhecidos.
A legislação brasileira exige a iodação do sal de mesa para prevenir deficiências nutricionais. Em 2025, a Anvisa já suspendeu mais de 20 marcas de azeites por irregularidades semelhantes, reforçando o controle sobre importados.
Lotes afetados e recolhimento imediato
Os lotes suspensos do sal Kinino incluem variações de março de 2025, numeradas de 1 a 13. A fabricante iniciou o processo de recolhimento em pontos de venda e estoque.
Essa ação visa garantir a segurança alimentar. Consumidores que possuam os itens devem descartá-los ou devolvê-los ao fornecedor.
Importância do iodo na dieta diária
O iodo regula a função da tireoide e evita o bócio. A deficiência afeta o desenvolvimento cognitivo em crianças e gestantes.
No Brasil, a iodação obrigatória desde 1953 reduziu casos de bócio em 90%, segundo dados do Ministério da Saúde. Produtos sem o mineral violam a Resolução da Diretoria Colegiada nº 8, de 1953.
Faltas no teor ocorrem por falhas no processamento. A Anvisa monitora amostras anualmente em laboratórios credenciados.
Apreensão do azeite Ouro Negro em detalhes
O azeite Ouro Negro enfrentou denúncia por procedência não comprovada. O Mapa desclassificou o item após análises.
A importadora, com CNPJ 72.726.474/0002-07, opera irregularmente desde 2024. Estabelecimentos devem interromper vendas imediatamente.
Essa proibição soma-se a 21 ações semelhantes em azeites este ano. A agência exige registro sanitário para todos os óleos vegetais.
Fraudes comuns incluem mistura com óleos de soja. Consumidores verificam selos do Mapa em rótulos.
Proibição do chá do milagre por riscos ocultos
O chá do milagre circulava sem identificação de fabricante. Anúncios em redes sociais prometiam emagrecimento e prevenção de câncer.
Tais alegações violam normas para alimentos. A composição inclui ervas não declaradas, o que impede avaliação de segurança.
A Anvisa interditou o produto em outubro. Vendas online representam 40% das irregularidades detectadas em 2025.
Irregularidades em propagandas de suplementos
- Divulgação em plataformas digitais associa chás a tratamentos médicos sem evidências.
- Normas proíbem claims terapêuticos para itens alimentícios desde 2020.
- Fiscalizações aumentaram 30% em produtos importados este ano.
- Consumidores reportam via portal da agência para agilizar ações.
Empresas enfrentam multas de até R$ 1,5 milhão por descumprimento.
Fiscalizações ampliadas em alimentos importados
A Anvisa intensificou inspeções em portos desde janeiro de 2025, com foco em sal, óleos e ervas. Essa estratégia identificou 150 irregularidades em três meses.
O Mapa colabora com testes laboratoriais. Produtos sem laudos enfrentam bloqueio imediato.
Empresas devem registrar alterações em fórmulas. O controle previne riscos à saúde pública em larga escala.

