Felipe Massa inicia julgamento em Londres por Singapuragate e busca R$ 455 mi sem alterar título de 2008

Felipe Massa

Felipe Massa – Foto: Instagram

Felipe Massa move ação judicial contra a FIA, a Formula One Management (FOM) e Bernie Ecclestone na Corte Inglesa, em Londres. O processo iniciou audiências nesta semana, a partir de 28 de outubro de 2025, e prossegue até 31 de outubro. O brasileiro busca compensação financeira de 64 milhões de libras, equivalentes a cerca de R$ 455 milhões, além de declarações que reconheçam violações de regras no escândalo do GP de Singapura de 2008, conhecido como Singapuragate.

A defesa do ex-piloto esclarece que não pretende alterar o resultado do campeonato de 2008, vencido por Lewis Hamilton por um ponto de diferença. O foco está na reparação por perdas financeiras decorrentes da não investigação imediata do acidente intencional de Nelsinho Piquet. Bernie Ecclestone admitiu em entrevista de 2023 que soube da batida premeditada ainda em 2008, mas optou pelo silêncio para preservar a integridade da Fórmula 1.

O juiz Robert Jay conduz o caso, com possibilidade de decisão sobre a continuidade da ação até o final da semana. As partes apresentam argumentos sobre prazos legais, obrigações contratuais e perdas sofridas por Massa.

Audiências iniciam com leitura de documentos

O primeiro dia de julgamentos ocorreu em 28 de outubro, com a leitura dos arquivos pelo juiz.

A defesa de Massa chegou acompanhada de advogados como Bernardo Viana e Nick de Marco.

As sessões continuam até sexta-feira, 31 de outubro, para ouvir todas as partes.

Objetivos principais da ação judicial

Massa requer indenização por quebras de contrato após o Singapuragate.

O piloto pede duas declarações específicas da FIA sem impacto no título de Hamilton.

  • A entidade violou regulamentos ao não investigar o acidente em 2008.
  • Caso houvesse investigação imediata, os resultados de Singapura seriam cancelados, e Massa venceria o campeonato.

A FOM considera as declarações propostas como ineficazes e fúteis.

Detalhes do escândalo em Singapura

Nelsinho Piquet bateu intencionalmente no GP de Singapura para acionar o safety car.

A manobra beneficiou Fernando Alonso, companheiro de equipe na Renault.

Massa liderava a prova, mas caiu para 13º após erro nos boxes da Ferrari.

Hamilton terminou em terceiro e somou pontos decisivos para o título.

Argumentos das defesas envolvidas

Os réus alegam que a ação ultrapassa prazos legais de contestação.

A defesa de Ecclestone afirma que Massa poderia ter atuado desde 2009.

FIA e FOM negam descumprimento de obrigações contratuais com o piloto.

Massa argumenta que a entrevista de Ecclestone em 2023 revelou fatos novos.

Relembrando o campeonato de 2008

Massa perdeu o título na última curva do GP do Brasil para Hamilton.

O brasileiro venceu a corrida em Interlagos, mas Glock foi ultrapassado.

Sem os pontos de Singapura, Massa teria 97 contra 92 de Hamilton.

O Conselho Mundial confirmou a batida intencional apenas em setembro de 2009.

Posição atual do julgamento

As audiências decidem se o caso prossegue ou recebe decisão sumária.

Réus pedem extinção por limitação de tempo e ausência de perdas comprovadas.

Defesa de Massa destaca complexidade para evitar veredito imediato.

O processo baseia-se em documento de 41 páginas apresentado pelo brasileiro.

Contexto da batida premeditada

A Renault enfrentava dificuldades na temporada de 2008.

Piquet recebeu ordem para colidir e favorecer a estratégia de Alonso.

O safety car alterou a ordem da corrida em Marina Bay.

Massa sofreu com mangueira presa durante reabastecimento.

Implicações financeiras reivindicadas

A indenização cobre perdas por não conquistar o título mundial.

Valores incluem prêmios, patrocínios e oportunidades comerciais perdidas.

A cotação atual converte 64 milhões de libras em R$ 455 milhões.

Massa mantém que justiça ocorre via reparação, não revisão de resultados.

Cronologia das revelações principais

Ecclestone soube da intencionalidade em 2008, segundo declaração de 2023.

O britânico posteriormente negou lembrar da entrevista concedida.

O WMSC puniu a Renault em 2009, após o prazo de contestação de 2008.

A cerimônia de premiação da FIA ocorreu em 11 de dezembro de 2008.

A ação judicial de Massa começou no ano passado na Inglaterra. O ex-piloto da Ferrari argumenta que a não anulação imediata da corrida causou prejuízos irreversíveis. Hamilton conquistou seu primeiro título com 98 pontos, contra 97 de Massa. A diferença de um ponto decorreu diretamente dos resultados em Singapura. Especialistas em direito esportivo acompanham o caso de perto. A decisão inicial pode influenciar futuras contestações em competições automobilísticas. Massa participou de 11 temporadas completas na Fórmula 1. O brasileiro conquistou 11 vitórias ao longo da carreira. A Ferrari apoiou publicamente o piloto em declarações passadas. O julgamento ocorre na High Court of Justice em Londres. Advogados internacionais representam todas as partes envolvidas. O processo destaca questões de governança na Fórmula 1. Ecclestone gerenciava a categoria comercialmente na época do escândalo. A FIA regula aspectos técnicos e esportivos da competição. A FOM detém direitos comerciais da Fórmula 1 atualmente.

Desenvolvimento das sessões judiciais

Testemunhas podem ser chamadas em fases posteriores do processo.

Documentos incluem transcrições da entrevista de Ecclestone.

Massa comparece pessoalmente às audiências em Londres.

O irmão do piloto, Dudu Massa, acompanha as sessões.

Fatos sobre o GP de Singapura 2008

A corrida marcou a estreia noturna na Fórmula 1.

Alonso venceu após estratégia favorecida pelo safety car.

Piquet abandonou na volta 14 após colisão com o muro.

Hamilton largou em segundo e administrou a prova.

Respostas dos réus ao pleito

A FOM rejeita remoção retrospectiva de pontos de pilotos.

Ecclestone contesta evidências suficientes na época dos fatos.

A FIA defende conformidade com regulamentos vigentes em 2008.

Todas as partes concordam com a superlicença como vínculo contratual.

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